"Estive pensando muito na fúria cega com que os homens se atiram na caça de dinheiro. É essa a causa principal dos dramas, das injustiças, da incompetência da nossa época. Eles esquecem o que tem de mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura. De que serve construir arranha-céus se não há mais almas para morar neles?
(...)
Os homens deviam ler e meditar sobre este trecho (O sermão da Montanha, na Bíblia), principalmente no ponto em que Jesus nos fala dos lírios do campo, que não trabalham nem fiam, e, no entanto nem Salomão em toda sua glória jamais se vestiu como um deles.
Está claro que não devemos tomar as parábolas de Cristo ao pé da letra e ficar deitados à espera de que tudo nos caia do céu. É indispensável trabalhar, pois o mundo de criaturas passivas seria bem triste e sem beleza. Precisamos entretanto, dar um sentido humano as nossas construções. E quando o amor ao dinheiro nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.
Não penses que estou fazendo o elogio do puro espírito contemplativo e da renúncia, ou de que o povo deva viver narcotizado pela esperança da felicidade na "outra vida". Há na terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços enquanto os aproveitadores sem escrúpulos engendram os monopólios ambiciosos, as guerras e as intrigas cruéis. Temos que fazer-lhes frente. É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência e sim com as armas do amor e da persuasão. Considere a vida de Jesus. Ele foi antes de tudo um homem de ação e não um puro contemplativo.
Quando falo em conquista, quero dizer a conquista de uma situação decente para todas as criaturas humanas, a conquista da paz digna, através do espírito de cooperação.
E quando falo em aceitar a vida não me refiro à aceitação resignada e passiva de todas as desigualdades, malvadezas, absurdos e misérias do mundo. Refiro-me, sim a aceitação da luta necessária, do sofrimento que essa luta nos trará, das horas amargas a que ela forçosamente nos há de levar.
Precisamos, portanto, de criaturas de boa vontade.”
VERÍSSIMO, Érico. Olhai os Lírios do Campo. São Paulo: Globo, 2003 [original de 1938] p.149-150.
Sou uma educadora por vocação e "estou corretora de imóveis" em Balneário Camboriú.Possuo um Centro de Estudos, onde excelentes parceiros educadores e eu desenvolvemos atividades individuais ou em grupos para potencializar sua capacidade de aprender matemática, física, química, português ou inglês, concursos. Rua Uruguai, 140 -Bairro das Nações. Balneário Camboriú 47-3360-3237 / 9955-8745 www.sandratomio.com.br
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
O que pode acontecer quando não se ensina ter limites
O que pode acontecer quando não se dá limites:
Kelly Renata Risso Grecca
Daniela Parollo Gusman
1ª Etapa-Descontrole emocional, histeria, ataques de raiva
É normal na criança pequena (5-6), que ainda não tem nenhuma noção de valores, não sabe o que é certo e o que é errado.
O trabalho adequado nesta fase para impor limites consiste em incentivar as atitudes positivas e criticar as negativas, com o passar dos anos a criança terá aprendido as regras básicas da convivência e iniciado de forma sólida o processo de socialização (prontidão para conviver).
E se por insegurança, culpa ou medo os pais deixam de exercer essa atividade, o que ocorre? A tendência é que a criança tenha dificuldades para aceitar qualquer tipo de limite a seus desejos.
A criança que é atendida em tudo sempre que chora e esperneia tende a perpetuar esse tipo de conduta.
Começa a apreender a controlar o mundo através do grito, e depois talvez pela violência e agressão.
2ª Etapa-Dificuldade crescente de aceitação de limites
Sem orientação e sendo atendida sempre que bate, grita, esperneia, a criança vai adotando essa mecânica como forma de comunicação e controle do mundo e das pessoas.
Ex: Criança joga o prato longe dizendo que não quer mais comer, e a mãe, com carinho, mas com firmeza adota um ar desaprovador e fala: "isso não está certo, quando você não quiser mais, não coma, mas não jogue o prato no chão" ela vai entender que esta é uma ação que os outros desaprovam. Se, a cada vez que tiver atitudes deste tipo, a mãe agir da mesma forma, aos poucos abandona esta atitude, assumindo outra que dê um retorno afetivo positivo.
Aprovar o que a criança faz de bom, e reprovar (não agredir e humilhar) e não estimular atitudes negativas, destrutivas ou agressivas.
Mas lembre-se, esse processo é longo, existem pais que são muito imediatistas, e em educação não dá para ser assim.
Regra Básica
Premiar e recompensar as atitudes positivas e ignorar ou reprovar as atitudes negativas.
3 Etapa - Distúrbios de conduta, desrespeito aos pais, colegas e autoridades, incapacidade de concentração, dificuldade para concluir tarefas, excitabilidade e baixo rendimento.
Lembre-se que fazer só o que se quer é muito mais agradável do que fazer o que se deve ( lógica infantil).
Inicialmente a criança era tida como lindinha, tão cheia de personalidade, mas que nesse momento, estão achando a própria vida difícil de ser vivida com esse reizinho, insatisfeito, mandão e pronto para brigar o tempo todo, um verdadeiro tirano.
A escola não o suporta mais, não respeita autoridades, e difícil convencê-lo a fazer a tarefa, respeitar a fila, aguardar a sua vez...vizinhos vem a sua casa e acusam seu menino, de ter arranhado o carro novo na garagem...
Exagero? A criança que não aprende a ter limites cresce com uma deformação na percepção do outro. Só ela importa, o seu querer, seu bem estar, o seu prazer.
Conseqüências:
Desinteresse pelos estudos
Falta de concentração
Falta de capacidade de suportar dificuldades
Falta de persistência
Desrespeito pelo outro.
4ª Etapa - Agressões físicas, descontrole, problemas de conduta, problemas psiquiátricos
Se os pais agem quando a criança está ainda na 1a. etapa ( ataques histéricos, birra ), a criança vai aprendendo a se conduzir na sociedade, internalizando valores, adquirindo respeito por si e pelos outros, vai experimentado o diálogo, sem necessidade de agredir, nem berrar e ofender.
Se também não intervirem na 2a. etapa (dificuldade de aceitar limites de forma crescente), a tendência é que a criança comece a ter problemas de comportamento e de ajuste social.
A situação fica mais dramática se acrescentarmos ainda uma personalidade agressiva, com baixa auto-estima, insegurança ou com potencial genético para desenvolver uma doença psiquiátrica.
Existe uma relação direta da falta de limites com a distorção do mundo, que pode levar a marginalização, ao álcool e as drogas.
Kelly Renata Risso Grecca
Daniela Parollo Gusman
1ª Etapa-Descontrole emocional, histeria, ataques de raiva
É normal na criança pequena (5-6), que ainda não tem nenhuma noção de valores, não sabe o que é certo e o que é errado.
O trabalho adequado nesta fase para impor limites consiste em incentivar as atitudes positivas e criticar as negativas, com o passar dos anos a criança terá aprendido as regras básicas da convivência e iniciado de forma sólida o processo de socialização (prontidão para conviver).
E se por insegurança, culpa ou medo os pais deixam de exercer essa atividade, o que ocorre? A tendência é que a criança tenha dificuldades para aceitar qualquer tipo de limite a seus desejos.
A criança que é atendida em tudo sempre que chora e esperneia tende a perpetuar esse tipo de conduta.
Começa a apreender a controlar o mundo através do grito, e depois talvez pela violência e agressão.
2ª Etapa-Dificuldade crescente de aceitação de limites
Sem orientação e sendo atendida sempre que bate, grita, esperneia, a criança vai adotando essa mecânica como forma de comunicação e controle do mundo e das pessoas.
Ex: Criança joga o prato longe dizendo que não quer mais comer, e a mãe, com carinho, mas com firmeza adota um ar desaprovador e fala: "isso não está certo, quando você não quiser mais, não coma, mas não jogue o prato no chão" ela vai entender que esta é uma ação que os outros desaprovam. Se, a cada vez que tiver atitudes deste tipo, a mãe agir da mesma forma, aos poucos abandona esta atitude, assumindo outra que dê um retorno afetivo positivo.
Aprovar o que a criança faz de bom, e reprovar (não agredir e humilhar) e não estimular atitudes negativas, destrutivas ou agressivas.
Mas lembre-se, esse processo é longo, existem pais que são muito imediatistas, e em educação não dá para ser assim.
Regra Básica
Premiar e recompensar as atitudes positivas e ignorar ou reprovar as atitudes negativas.
3 Etapa - Distúrbios de conduta, desrespeito aos pais, colegas e autoridades, incapacidade de concentração, dificuldade para concluir tarefas, excitabilidade e baixo rendimento.
Lembre-se que fazer só o que se quer é muito mais agradável do que fazer o que se deve ( lógica infantil).
Inicialmente a criança era tida como lindinha, tão cheia de personalidade, mas que nesse momento, estão achando a própria vida difícil de ser vivida com esse reizinho, insatisfeito, mandão e pronto para brigar o tempo todo, um verdadeiro tirano.
A escola não o suporta mais, não respeita autoridades, e difícil convencê-lo a fazer a tarefa, respeitar a fila, aguardar a sua vez...vizinhos vem a sua casa e acusam seu menino, de ter arranhado o carro novo na garagem...
Exagero? A criança que não aprende a ter limites cresce com uma deformação na percepção do outro. Só ela importa, o seu querer, seu bem estar, o seu prazer.
Conseqüências:
Desinteresse pelos estudos
Falta de concentração
Falta de capacidade de suportar dificuldades
Falta de persistência
Desrespeito pelo outro.
4ª Etapa - Agressões físicas, descontrole, problemas de conduta, problemas psiquiátricos
Se os pais agem quando a criança está ainda na 1a. etapa ( ataques histéricos, birra ), a criança vai aprendendo a se conduzir na sociedade, internalizando valores, adquirindo respeito por si e pelos outros, vai experimentado o diálogo, sem necessidade de agredir, nem berrar e ofender.
Se também não intervirem na 2a. etapa (dificuldade de aceitar limites de forma crescente), a tendência é que a criança comece a ter problemas de comportamento e de ajuste social.
A situação fica mais dramática se acrescentarmos ainda uma personalidade agressiva, com baixa auto-estima, insegurança ou com potencial genético para desenvolver uma doença psiquiátrica.
Existe uma relação direta da falta de limites com a distorção do mundo, que pode levar a marginalização, ao álcool e as drogas.
Dar limites é.....
É fundamental acreditar que dar limites é iniciar o processo de compreensão e apreensão do outro.
O limite não provoca necessariamente um trauma psicológico, ele é sim elemento fundamental na educação.
A disciplina e indispensável, e essencial para o crescimento e desenvolvimento sadio.
Ninguém pode respeitar seus semelhantes se não aprender quais são os seus limites, e isso inclui compreender que nem sempre se pode fazer tudo o que se quer na vida.
Dar limites é igual dar possibilidade de respeitar regras básicas na vida, respeitando os outros e não somente as próprias vontades.
Impor limites cabe aos pais, porque é sua responsabilidade, e responsabilidade não se delega.
Os pais são os disciplinadores mais eficazes, pois são eles que oferecem proteção, confiança e satisfazem suas necessidades. A escola pode colaborar porém não irá substituir.
Dar limites é:
Ensinar que os direitos são iguais para todos;
Ensinar que existem outras pessoas no mundo;
Dizer "sim" sempre que possível e "não" sempre que necessário. Guarde o não para quando realmente for preciso;
Só dizer não aos filhos quando houver uma razão concreta;
Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não;
Ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a sua vez na fila do cinema);
Apresentar primeiro a obrigação e depois a diversão;
Desenvolver a capacidade de adiar a satisfação (se não conseguir hoje adiará para amanhã);
Saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e não apenas um desejo;
Ensinar que a cada direito corresponde um dever principalmente;
Dar exemplo.
Dar limites não é:
Bater nos filhos para que se comportem;
Fazer só o que vocês, pai e mãe, estão com vontade de fazer;
Ser autoritário (dar ordens sem explicar o porquê, agir de acordo apenas com o seu próprio interesse);
Gritar com a criança para ser atendido;
Deixar de atender as necessidades reais (fome, sede, segurança, afeto, interesse) dos filhos, porque você hoje está cansado;
Invadir a privacidade que todo ser humano tem direito, provocar traumas emocionais (toda criança tem capacidade de compreender um "não" sem ficar com problemas, desde que este "não" venha acompanhado de agressões físicas ou morais).
Dar limites não se choca, nem é oposto a dar amor, carinho, atenção e segurança.
Dar limites não é ser autoritário
O autoritário é aquele que exerce o poder utilizando como referencial apenas o seu ponto de vista, a força física ou poder, nunca levando em conta o que o outro deseja ou pensa. O que conta, na maioria das vezes, é o seu próprio interesse.
Pai que tem autoridade, por outro lado, ouve e respeita seu filho, mas pode, por vezes, ter de agir de forma mais dura, às vezes até impositivamente, mas que sempre o objetivo será o bem estar do filho, protegê-lo de algum perigo ou orientá-lo em direção a cidadania.
O limite não provoca necessariamente um trauma psicológico, ele é sim elemento fundamental na educação.
A disciplina e indispensável, e essencial para o crescimento e desenvolvimento sadio.
Ninguém pode respeitar seus semelhantes se não aprender quais são os seus limites, e isso inclui compreender que nem sempre se pode fazer tudo o que se quer na vida.
Dar limites é igual dar possibilidade de respeitar regras básicas na vida, respeitando os outros e não somente as próprias vontades.
Impor limites cabe aos pais, porque é sua responsabilidade, e responsabilidade não se delega.
Os pais são os disciplinadores mais eficazes, pois são eles que oferecem proteção, confiança e satisfazem suas necessidades. A escola pode colaborar porém não irá substituir.
Dar limites é:
Ensinar que os direitos são iguais para todos;
Ensinar que existem outras pessoas no mundo;
Dizer "sim" sempre que possível e "não" sempre que necessário. Guarde o não para quando realmente for preciso;
Só dizer não aos filhos quando houver uma razão concreta;
Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não;
Ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a sua vez na fila do cinema);
Apresentar primeiro a obrigação e depois a diversão;
Desenvolver a capacidade de adiar a satisfação (se não conseguir hoje adiará para amanhã);
Saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e não apenas um desejo;
Ensinar que a cada direito corresponde um dever principalmente;
Dar exemplo.
Dar limites não é:
Bater nos filhos para que se comportem;
Fazer só o que vocês, pai e mãe, estão com vontade de fazer;
Ser autoritário (dar ordens sem explicar o porquê, agir de acordo apenas com o seu próprio interesse);
Gritar com a criança para ser atendido;
Deixar de atender as necessidades reais (fome, sede, segurança, afeto, interesse) dos filhos, porque você hoje está cansado;
Invadir a privacidade que todo ser humano tem direito, provocar traumas emocionais (toda criança tem capacidade de compreender um "não" sem ficar com problemas, desde que este "não" venha acompanhado de agressões físicas ou morais).
Dar limites não se choca, nem é oposto a dar amor, carinho, atenção e segurança.
Dar limites não é ser autoritário
O autoritário é aquele que exerce o poder utilizando como referencial apenas o seu ponto de vista, a força física ou poder, nunca levando em conta o que o outro deseja ou pensa. O que conta, na maioria das vezes, é o seu próprio interesse.
Pai que tem autoridade, por outro lado, ouve e respeita seu filho, mas pode, por vezes, ter de agir de forma mais dura, às vezes até impositivamente, mas que sempre o objetivo será o bem estar do filho, protegê-lo de algum perigo ou orientá-lo em direção a cidadania.
DAS DIFICULDADES
Como entender: os DIS? Dislexia, Disortografia, Disgrafia, Discalculia...Para cada hipótese, temos um entendimento neurológico e evolutivo de cada expressão e seu respectivo significado:
1) Dislexia:
É a incapacidade de processar o conceito de codificar e decodificar a unidade sonora em unidades gráficas, (forma de grafemas) com capacidade cognitiva preservada (nível de inteligência normal). Os disléxicos têm capacidade para aprender todas as funções sociais e até altas habilidades, desde que, bem diagnosticado, seja trabalhado em suas áreas corticais favoráveis e com estratégias e intervenções adequadas. Essa intervenções devem valorizar suas funções viso-motoras, imagens com significado e significante associados a ritmo e memória visual auxiliando sua memória auditiva, para que desenvolva a capacidade por outras rotas (sabido que sua rota fonológica é prejudicada).
2)Disortografia:
Definimos como disortografia, os erros na transformação do som no símbolo gráfico que lhe corresponde. Nem sempre a disortografia faz parte da dislexia e pode surgir nos transtornos ligados á má alfabetização, na dificuldade de atenção sustentada aos sons, na memória auditiva de curto prazo (Déficit de Atenção) e também nas dificuldades visuais que podem interferir na escrita. Quando não estão co-morbidas à Dislexia, o prognóstico é melhor.
3)Disgrafia:
Não se pode confundi-la ou compará-la com disortografia, pois a disgrafia tem características próprias. A criança com disgrafia apresenta uma escrita ilegível decorrente de dificuldades no ato motor de escrever, alterações na coordenação motora fina, ritmo, e velocidade do movimento, sugerindo um transtorno praxico motor (psicomotricidade fina e visual alteradas).
4)Discalculia:
A Discalculia do desenvolvimento é uma dificuldade em aprender matemática, com falhas para adquirir adequada proficiência neste domínio cognitivo, a despeito de inteligência normal, oportunidade escolar, estabilidade emocional e motivação. Não é causada por nenhuma deficiência mental, déficits auditivos e nem pela má escolarização. As crianças que apresentam esse tipo de dificuldade realmente não conseguem entender o que está sendo pedido nos problemas propostos pela professora. Não conseguem descobrir a operação pedida no problema: somar, diminuir, multiplicar ou dividir. Além disso, é muito difícil para elas entenderem as relações de quantidade, ordem, espaço, distância e tamanho. Aproximadamente de 3 a 6% das crianças em idade escolar tem discalculia do desenvolvimento (dados da Academia Americana de Psiquiatria). De um modo geral, o prognóstico das crianças com discalculia é melhor do que as crianças com dislexia, ou pelo menos, elas tem sucesso em outras atividades que não dependam desta área de calculo numérico.
Conclusão:
Todo trabalho escolar, da vida acadêmica de uma criança deve ser investigado precocemente, desde seus primeiros momentos em berçários, creches, escolas infantis, pois a detecção de falhas ou inabilidade no seu D.N.P.M. (desenvolvimento neuropsicomotor) será precioso para atendê-la melhor, até seu inicio ao ensino formal, respeitando seu ritmo, mas oferecendo-lhe oportunidade de uma boa intervenção, caso descubra-se precocemente esta falha ou incapacidade.
O pré-diagnóstico no âmbito escolar é excelente para o aluno, para a escola, para os pais e a sociedade, onde não se atropela o desenvolvimento e nem permite más condutas com gastos desnecessários no futuro.
Todos devem participar desse novo olhar: professores, direção de escola, pais, psicopedagogos, e outros profissionais envolvidos direta ou indiretamente na alfabetização.
1) Dislexia:
É a incapacidade de processar o conceito de codificar e decodificar a unidade sonora em unidades gráficas, (forma de grafemas) com capacidade cognitiva preservada (nível de inteligência normal). Os disléxicos têm capacidade para aprender todas as funções sociais e até altas habilidades, desde que, bem diagnosticado, seja trabalhado em suas áreas corticais favoráveis e com estratégias e intervenções adequadas. Essa intervenções devem valorizar suas funções viso-motoras, imagens com significado e significante associados a ritmo e memória visual auxiliando sua memória auditiva, para que desenvolva a capacidade por outras rotas (sabido que sua rota fonológica é prejudicada).
2)Disortografia:
Definimos como disortografia, os erros na transformação do som no símbolo gráfico que lhe corresponde. Nem sempre a disortografia faz parte da dislexia e pode surgir nos transtornos ligados á má alfabetização, na dificuldade de atenção sustentada aos sons, na memória auditiva de curto prazo (Déficit de Atenção) e também nas dificuldades visuais que podem interferir na escrita. Quando não estão co-morbidas à Dislexia, o prognóstico é melhor.
3)Disgrafia:
Não se pode confundi-la ou compará-la com disortografia, pois a disgrafia tem características próprias. A criança com disgrafia apresenta uma escrita ilegível decorrente de dificuldades no ato motor de escrever, alterações na coordenação motora fina, ritmo, e velocidade do movimento, sugerindo um transtorno praxico motor (psicomotricidade fina e visual alteradas).
4)Discalculia:
A Discalculia do desenvolvimento é uma dificuldade em aprender matemática, com falhas para adquirir adequada proficiência neste domínio cognitivo, a despeito de inteligência normal, oportunidade escolar, estabilidade emocional e motivação. Não é causada por nenhuma deficiência mental, déficits auditivos e nem pela má escolarização. As crianças que apresentam esse tipo de dificuldade realmente não conseguem entender o que está sendo pedido nos problemas propostos pela professora. Não conseguem descobrir a operação pedida no problema: somar, diminuir, multiplicar ou dividir. Além disso, é muito difícil para elas entenderem as relações de quantidade, ordem, espaço, distância e tamanho. Aproximadamente de 3 a 6% das crianças em idade escolar tem discalculia do desenvolvimento (dados da Academia Americana de Psiquiatria). De um modo geral, o prognóstico das crianças com discalculia é melhor do que as crianças com dislexia, ou pelo menos, elas tem sucesso em outras atividades que não dependam desta área de calculo numérico.
Conclusão:
Todo trabalho escolar, da vida acadêmica de uma criança deve ser investigado precocemente, desde seus primeiros momentos em berçários, creches, escolas infantis, pois a detecção de falhas ou inabilidade no seu D.N.P.M. (desenvolvimento neuropsicomotor) será precioso para atendê-la melhor, até seu inicio ao ensino formal, respeitando seu ritmo, mas oferecendo-lhe oportunidade de uma boa intervenção, caso descubra-se precocemente esta falha ou incapacidade.
O pré-diagnóstico no âmbito escolar é excelente para o aluno, para a escola, para os pais e a sociedade, onde não se atropela o desenvolvimento e nem permite más condutas com gastos desnecessários no futuro.
Todos devem participar desse novo olhar: professores, direção de escola, pais, psicopedagogos, e outros profissionais envolvidos direta ou indiretamente na alfabetização.
Dicas para professores de crianças com dificudades de aprendizagem
A criança com dificuldades na escola
Kelly Renata Risso Grecca
Daniela Parollo Gusman
Dicas professores
Ser paciente e valorizar o diálogo;
Fornecer instruções claras e precisas;
Elogiar - estímulo;
Procure conhecer o aluno;
Evite sobrecarregá-los;
Evite gritar – sinal de descontrole;
Estabelecer um hábito de sucesso – questões mais fáceis;
Incentivar a colaboração entre os alunos – a ajuda pode melhorar o desempenho;
Evitar a competição negativa - estimule a colaboração;
Dar oportunidades de participação;
Demonstre confiança em suas habilidades;
Incentive o trabalho em grupo – favorece trocas e colaboração;
Incentivar a calma – evite afobações;
Dar sugestões que ajudem o auto-controle e a soluções de problemas;
Mostre as conseqüências positivas ou negativas, de acordo com as atitudes da criança;
Procure ser justo com os alunos;
Comemorar o sucesso – percebido pelos outros;
Estimular mudanças em sua aparência;
Sugestões de manter a carteira em ordem;
Associar trabalho em classe com algo que a criança goste de fazer;
Atribuir aos alunos – funções de responsabilidade;
Incentivar o desenvolvimento de habilidades;
Estimular o envolvimento dos pais;
Evite solicitar a presença dos pais somente – problemas – afastamento;
Kelly Renata Risso Grecca
Daniela Parollo Gusman
Dicas professores
Ser paciente e valorizar o diálogo;
Fornecer instruções claras e precisas;
Elogiar - estímulo;
Procure conhecer o aluno;
Evite sobrecarregá-los;
Evite gritar – sinal de descontrole;
Estabelecer um hábito de sucesso – questões mais fáceis;
Incentivar a colaboração entre os alunos – a ajuda pode melhorar o desempenho;
Evitar a competição negativa - estimule a colaboração;
Dar oportunidades de participação;
Demonstre confiança em suas habilidades;
Incentive o trabalho em grupo – favorece trocas e colaboração;
Incentivar a calma – evite afobações;
Dar sugestões que ajudem o auto-controle e a soluções de problemas;
Mostre as conseqüências positivas ou negativas, de acordo com as atitudes da criança;
Procure ser justo com os alunos;
Comemorar o sucesso – percebido pelos outros;
Estimular mudanças em sua aparência;
Sugestões de manter a carteira em ordem;
Associar trabalho em classe com algo que a criança goste de fazer;
Atribuir aos alunos – funções de responsabilidade;
Incentivar o desenvolvimento de habilidades;
Estimular o envolvimento dos pais;
Evite solicitar a presença dos pais somente – problemas – afastamento;
domingo, 13 de fevereiro de 2011
NÃO PASSEI NO VESTIBULAR... E AGORA? (Nathalia Goulart- Veja 02/2011)
Lucas Venturelli, de 18 anos, experimenta pela segunda vez a frustração de não entrar na universidade, apesar de um ano de dedicação aos estudos: outra vez, seu nome não apareceu na lista dos aprovados no vestibular. Sem a vaga sonhada, o candidato ao curso de engenharia de produção se prepara para mais um ano diante de livros e exercícios. "Alguma coisa deu errado. Mas ainda estou tentando entender o quê", diz o estudante, que mora na cidade de Lorena, no interior de São Paulo. Avaliar acertos e erros rumo ao vestibular é, neste momento, o processo mais importante na vida estudantil de jovens que, como Lucas, vai encarar outra rodada de provas. Identificar falhas é fundamental para não repeti-las.
Confira as orientações dos especialistas para quem vai tentar o vestibular de novo
O primeiro passo é empreender uma análise profunda dos boletins de desempenho do vestibular. Com as notas em mãos, é possível mapear pontos fortes e fracos. A tática ajuda não só a determinar quais disciplinas merecem mais atenção, mas ajuda a combater o sentimento de que as matérias se repetirão em mais um ano de cursinho. "Se o desempenho foi fraco, é porque o conteúdo não foi devidamente aprendido e precisa ser revisto com atenção redobrada", diz Célio Tasinafo, coordenador do curso Oficina do Estudante.
Fazer uma analise crítica do método de ensino adotado até então é outra medida recomendada. Mudar de estratégias pode ser positivo. Sem conseguir a aprovação em medicina pelo segundo ano consecutivo, Raquel Caetano, de 18 anos, decidiu procurar um novo curso preparatório. "Mudar de ambiente me dá a sensação de que não estou parada no mesmo ponto. Assim, me sinto mais motivada", diz.
A estratégia deu certo com Poliana Oliveira, de 21 anos. Reprovada no primeiro vestibular e desanimada com a concorrência, ela deu uma pausa nos estudos e só voltou um ano depois. "Eu tinha um objetivo: ser aprovada em uma universidade pública. Sabia da dificuldade e me concentrei nisso", diz. Ao fim do ano de cursinho, foi aprovada em primeiro lugar em química na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Aprender com experiências de sucesso também ajuda. Na prática, isso significa questionar os amigos aprovados no vestibular em busca de métodos de estudo comprovadamente bem-sucedidos. "Em educação, os bons exemplos devem ser imitados", diz Tasinafo. "Isso não significa comparar-se a outras pessoas, o que causa sofrimento, mas, sim, repetir processos satisfatórios sempre que possível."
Aos estudantes que voltam agora à escrivaninha ou ao computador para estudar, vale ainda outra orientação. Apesar da resposta negativa do vestibular, é preciso manter a auto-estima elevada. "O aluno deve afastar de sua mente a ideia de que não passou por incapacidade", diz Alberto Nascimento, coordenador do curso Anglo. "A concorrência é grande e não há vagas para todos. Se a aprovação não veio desta vez, virá da próxima." Pais e demais familiares podem cooperar nesse processo. Aos 17 anos, a reprovação no vestibular é uma das primeiras decepções que muitos jovens enfrentam. Superar esse episódio exige maturidade e o apoio das pessoas mais próximas.
COMO ESTUDAR PARA O VESTIBULAR... DE NOVO.
1- Avalie seu desempenho
Analisar o resultado do vestibular permite determinar quais são seus pontos fracos e as disciplinas que merecem mais atenção nas próximas provas.
2- Evite o “salto alto”
Ao voltar aos estudos, você se deparar com temas já conhecidos. Cuidado: não se deve descuidar dessas matérias.
3- Mude de rumo
Avaliar o método de aprendizagem é importante: mudar de cursinho ou mudar de estratégias de estudo pode ser positivo.
4- Não desanime
Não ser aprovado no vestibular causa inevitável frustração, mas não se pode deixar abater. Isso pode contaminar seu desempenho no próximo vestibular.
5- Pesquisa de campo
Pergunte aos amigos aprovados que estratégias adotaram e tente incorporá-las.
6- Novos amigos
Não se abata, caso todos os seus amigos tenham sido aprovados no vestibular. Essa pode ser uma chance de fazer novas amizades.
O Centro de Estudos Sandra Tomio está de portas abertas esperando para orientá-lo e ajudá-lo nesta nova empreitada.
Um abraço.
Confira as orientações dos especialistas para quem vai tentar o vestibular de novo
O primeiro passo é empreender uma análise profunda dos boletins de desempenho do vestibular. Com as notas em mãos, é possível mapear pontos fortes e fracos. A tática ajuda não só a determinar quais disciplinas merecem mais atenção, mas ajuda a combater o sentimento de que as matérias se repetirão em mais um ano de cursinho. "Se o desempenho foi fraco, é porque o conteúdo não foi devidamente aprendido e precisa ser revisto com atenção redobrada", diz Célio Tasinafo, coordenador do curso Oficina do Estudante.
Fazer uma analise crítica do método de ensino adotado até então é outra medida recomendada. Mudar de estratégias pode ser positivo. Sem conseguir a aprovação em medicina pelo segundo ano consecutivo, Raquel Caetano, de 18 anos, decidiu procurar um novo curso preparatório. "Mudar de ambiente me dá a sensação de que não estou parada no mesmo ponto. Assim, me sinto mais motivada", diz.
A estratégia deu certo com Poliana Oliveira, de 21 anos. Reprovada no primeiro vestibular e desanimada com a concorrência, ela deu uma pausa nos estudos e só voltou um ano depois. "Eu tinha um objetivo: ser aprovada em uma universidade pública. Sabia da dificuldade e me concentrei nisso", diz. Ao fim do ano de cursinho, foi aprovada em primeiro lugar em química na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Aprender com experiências de sucesso também ajuda. Na prática, isso significa questionar os amigos aprovados no vestibular em busca de métodos de estudo comprovadamente bem-sucedidos. "Em educação, os bons exemplos devem ser imitados", diz Tasinafo. "Isso não significa comparar-se a outras pessoas, o que causa sofrimento, mas, sim, repetir processos satisfatórios sempre que possível."
Aos estudantes que voltam agora à escrivaninha ou ao computador para estudar, vale ainda outra orientação. Apesar da resposta negativa do vestibular, é preciso manter a auto-estima elevada. "O aluno deve afastar de sua mente a ideia de que não passou por incapacidade", diz Alberto Nascimento, coordenador do curso Anglo. "A concorrência é grande e não há vagas para todos. Se a aprovação não veio desta vez, virá da próxima." Pais e demais familiares podem cooperar nesse processo. Aos 17 anos, a reprovação no vestibular é uma das primeiras decepções que muitos jovens enfrentam. Superar esse episódio exige maturidade e o apoio das pessoas mais próximas.
COMO ESTUDAR PARA O VESTIBULAR... DE NOVO.
1- Avalie seu desempenho
Analisar o resultado do vestibular permite determinar quais são seus pontos fracos e as disciplinas que merecem mais atenção nas próximas provas.
2- Evite o “salto alto”
Ao voltar aos estudos, você se deparar com temas já conhecidos. Cuidado: não se deve descuidar dessas matérias.
3- Mude de rumo
Avaliar o método de aprendizagem é importante: mudar de cursinho ou mudar de estratégias de estudo pode ser positivo.
4- Não desanime
Não ser aprovado no vestibular causa inevitável frustração, mas não se pode deixar abater. Isso pode contaminar seu desempenho no próximo vestibular.
5- Pesquisa de campo
Pergunte aos amigos aprovados que estratégias adotaram e tente incorporá-las.
6- Novos amigos
Não se abata, caso todos os seus amigos tenham sido aprovados no vestibular. Essa pode ser uma chance de fazer novas amizades.
O Centro de Estudos Sandra Tomio está de portas abertas esperando para orientá-lo e ajudá-lo nesta nova empreitada.
Um abraço.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
CONCORDO EM GÊNERO, NÚMERO E GRAU
Por Luiz Fernando Veríssimo:
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ler a Bíblia, orar, meditar, passear com os filhos, ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ler a Bíblia, orar, meditar, passear com os filhos, ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
CÉREBRO AFIADO
Quem foi que disse que o cérebro não precisa de exercícios para se manter ativo? Se o nosso corpo necessita de malhação para ficar sempre em ordem e cheio de disposição, por que com a mente seria diferente?
O cérebro também vai perdendo sua capacidade produtiva ao longo dos anos e, se não for treinado com exercícios, pode falhar. O neurocientista norte-americano, Larry Katz, autor do livro Mantenha seu Cérebro Vivo, criou o que é chamado de neuróbica, ou seja, uma ginástica específica para o cérebro.
A teoria de Katz é baseada no argumento de que, tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente também precisa ser treinada, estimulada e desenvolvida. É comum não prestamos atenção naquilo que fazemos de forma mecânica, por isso costumamos esquecer das ações que executamos pouco tempo depois.
"O objetivo da neuróbica é estimular os cinco sentidos por meio de exercícios, fazendo com que você preste mais atenção nas suas ações e então, melhore seu poder de concentração e a sua memória", explica a psicóloga especialista em análise comportamental e cognitiva, Mariuza Pregnolato. "Não se trata de acrescentar novas atividades à sua rotina, mas de fazer de forma diferente o que é realizado diariamente".
Para o neurologista da Unifesp Ivan Okamoto, tais exercícios ajudam a desenvolver habilidades motoras e mentais que não costumamos ter em nosso dia a dia, porém, tais habilidades em nada se relacionam com a memória.
"Se você é destro e começa a escrever com a mão esquerda, desenvolverá sua coordenação motora de modo a conseguir escrever com as duas mãos e caso um dia, tenha algum problema que limite a escrita com a mão direita, terá a esquerda bem capacitada para isso. Mas o fato de praticar este tipo de exercício não significa que você se verá livre de problemas como esquecer de pagar as contas, tomar o remédio, ou algo do gênero", explica o especialista.
Como funciona a neuróbica?
A neuróbica consiste na inversão da ordem de alguns movimentos comuns em nosso dia a dia, alterando nossa forma de percepção, sem, contudo, ter que modificar nossa rotina. O objetivo é executar de forma consciente as ações que levam à reações emocionais e cerebrais. São exercícios que vão desde ler ao contrário até conversar com o vizinho que nunca dá bom dia, mas que mexem com aspectos físicos, emocionais e mentais do nosso corpo. "São esses hábitos que ajudam a estimular a produção de nutrientes no cérebro desenvolvendo suas células e deixando-o mais saudável", explica Mariuza Pregnolato.
Quanto mais o cérebro é treinado, mais afiado ele ficará, mas para isso não precisa se matar nos testes de QI ou nas palavras cruzadas para ter resultados satisfatórios. "Estas atividades funcionam, mas a neuróbica é ainda mais simples. Em vez de se inscrever em um super desafio de matemática e ficar decorando fórmulas, que tal vestir-se de olhos fechados ou andar de trás para frente?", sugere a especialista. A proposta da neuróbica é mudar o comportamento rotineiro para "forçar" a memória. Por isso, é recomendável virar fotos de cabeça para baixo para concentrar a atenção ou usar um novo caminho para ir ao trabalho.
O papel dos sentidos
O programa de exercícios da neuróbica oferece ao cérebro experiências fora da rotina, usando várias combinações de seus sentidos - visão, olfato, tato, paladar e audição, além dos "sentidos" de cunho emocional e social.
"Os exercícios usam os cinco sentidos para estimular a tendência natural do cérebro de formar associações entre diferentes tipos de informações, assim, quando você veste uma roupa no escuro, coloca seus sentidos em sinal de alerta para a nova situação. Se a visão foi dificultada, e é isso que faz com que você sinta o efeito dos exercícios, outros sentidos serão aguçados como compensação", explica Mariuza.
Para estimular o paladar, uma dica bacana é fazer combinações gastronômicas inusitadas. Já pensou em misturar doce com salgado? Maionese com leite condensado? (Eu amo leite condensado!)
Corpinho de 40 e mente de 20!
A neuróbica não vai lhe devolver o cérebro dos vinte anos, mas pode ajudá-lo a acessar o seu arquivo de memórias. "Não dá para aumentar nossa capacidade cerebral, o que acontece é que com os exercícios você consegue ativar áreas do seu cérebro que deixou de usar por falta de treino", explica Mariuza.
"Você só estimula o cérebro se o exercita, por isso quem sempre esteve atento a esta questão terá menos problemas de saúde cerebral, como demência e doenças cognitivas, como Alzheimer".
21 dicas para você montar seu treino
O desafio da neuróbica é fazer tudo aquilo que contraria ações automáticas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional, por isso:
1-Use o relógio de pulso no braço direito;
2-Ande pela casa de trás para frente;
3-Vista-se de olhos fechados;
4-Estimule o paladar, coma comidas diferentes;
5-Leia ou veja fotos de cabeça para baixo concentrando-se em pormenores nos quais nunca tinha reparado;
6-Veja as horas num espelho;
7-Troque o mouse do computador de lado;
8-Escreva ou escove os dentes utilizando a mão esquerda - ou a direita, se for canhoto;
9-Quando for trabalhar, utilize um percurso diferente do habitual;
10-Introduza pequenas mudanças nos seus hábitos cotidianos, transformando-os em desafios para o seu cérebro;
11-Folheie uma revista e procure uma fotografia que lhe chame a atenção. Agora pense 25 adjetivos que ache que a descrevem a imagem ou o tema fotografado;
12-Quando for a um restaurante, tente identificar os ingredientes que compõem o prato que escolheu e concentre-se nos sabores mais subtis. No final, tire a prova dos nove junto ao garçom ou chef;
13-Ao entrar numa sala onde esteja muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e enumere-os;
14-Selecione uma frase de um livro e tente formar uma frase diferente utilizando as mesmas palavras;
15-Experimente jogar qualquer jogo ou praticar qualquer atividade que nunca tenha tentado antes.
16-Compre um quebra cabeças e tente encaixar as peças corretas o mais rapidamente que conseguir, cronometrando o tempo. Repita a operação e veja se progrediu;
17-Experimente memorizar aquilo que precisa comprar no supermercado, em vez de elaborar uma lista. Utilize técnicas de memorização ou separe mentalmente o tipo de produtos que precisa. Desde que funcionem, todos os métodos são válidos;
18-Recorrendo a um dicionário, aprenda uma palavra nova todos os dias e tente introduzi-la (adequadamente!) nas conversas que tiver;
19-Ouça as notícias na rádio ou na televisão quando acordar. Durante o dia escreva os pontos principais de que se lembrar;
20-Ao ler uma palavra pense em outras cinco que começam com a mesma letra;
21-A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Tente, faça alguma atividade diferente com seu outro lado do corpo e estimule o seu cérebro. Se você é destro, que tal escrever com a outra mão?
Hábitos saudáveis
Outra atitude indispensável para manter a memória sempre afiada, é prestar atenção na qualidade de vida. O neurologista Ivan Okamoto sugere um estilo de vida mais tranquilo, com alimentação balanceada, sem vícios e com a prática regular de exercícios físicos para manter o corpo e a mente saudáveis.
"A melhor maneira de manter a memória em dia é cuidar da saúde, por isso é importante evitar cigarro e bebidas alcoólicas, seguir uma dieta equilibrada, praticar exercícios e exercitar o cérebro. Manter a atividade mental, seja trabalhando ou participando de alguma atividade em grupo, ajuda a elevar a autoestima e deixar a memória a todo vapor", explica o especialista.
FAÇA LAYOPEN, UMA IDEIA GENIAL NO CENTRO DE ESTUDOS SANDRA TOMIO.
LIGUE E INFORME-SE: 3360-3237.
O cérebro também vai perdendo sua capacidade produtiva ao longo dos anos e, se não for treinado com exercícios, pode falhar. O neurocientista norte-americano, Larry Katz, autor do livro Mantenha seu Cérebro Vivo, criou o que é chamado de neuróbica, ou seja, uma ginástica específica para o cérebro.
A teoria de Katz é baseada no argumento de que, tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente também precisa ser treinada, estimulada e desenvolvida. É comum não prestamos atenção naquilo que fazemos de forma mecânica, por isso costumamos esquecer das ações que executamos pouco tempo depois.
"O objetivo da neuróbica é estimular os cinco sentidos por meio de exercícios, fazendo com que você preste mais atenção nas suas ações e então, melhore seu poder de concentração e a sua memória", explica a psicóloga especialista em análise comportamental e cognitiva, Mariuza Pregnolato. "Não se trata de acrescentar novas atividades à sua rotina, mas de fazer de forma diferente o que é realizado diariamente".
Para o neurologista da Unifesp Ivan Okamoto, tais exercícios ajudam a desenvolver habilidades motoras e mentais que não costumamos ter em nosso dia a dia, porém, tais habilidades em nada se relacionam com a memória.
"Se você é destro e começa a escrever com a mão esquerda, desenvolverá sua coordenação motora de modo a conseguir escrever com as duas mãos e caso um dia, tenha algum problema que limite a escrita com a mão direita, terá a esquerda bem capacitada para isso. Mas o fato de praticar este tipo de exercício não significa que você se verá livre de problemas como esquecer de pagar as contas, tomar o remédio, ou algo do gênero", explica o especialista.
Como funciona a neuróbica?
A neuróbica consiste na inversão da ordem de alguns movimentos comuns em nosso dia a dia, alterando nossa forma de percepção, sem, contudo, ter que modificar nossa rotina. O objetivo é executar de forma consciente as ações que levam à reações emocionais e cerebrais. São exercícios que vão desde ler ao contrário até conversar com o vizinho que nunca dá bom dia, mas que mexem com aspectos físicos, emocionais e mentais do nosso corpo. "São esses hábitos que ajudam a estimular a produção de nutrientes no cérebro desenvolvendo suas células e deixando-o mais saudável", explica Mariuza Pregnolato.
Quanto mais o cérebro é treinado, mais afiado ele ficará, mas para isso não precisa se matar nos testes de QI ou nas palavras cruzadas para ter resultados satisfatórios. "Estas atividades funcionam, mas a neuróbica é ainda mais simples. Em vez de se inscrever em um super desafio de matemática e ficar decorando fórmulas, que tal vestir-se de olhos fechados ou andar de trás para frente?", sugere a especialista. A proposta da neuróbica é mudar o comportamento rotineiro para "forçar" a memória. Por isso, é recomendável virar fotos de cabeça para baixo para concentrar a atenção ou usar um novo caminho para ir ao trabalho.
O papel dos sentidos
O programa de exercícios da neuróbica oferece ao cérebro experiências fora da rotina, usando várias combinações de seus sentidos - visão, olfato, tato, paladar e audição, além dos "sentidos" de cunho emocional e social.
"Os exercícios usam os cinco sentidos para estimular a tendência natural do cérebro de formar associações entre diferentes tipos de informações, assim, quando você veste uma roupa no escuro, coloca seus sentidos em sinal de alerta para a nova situação. Se a visão foi dificultada, e é isso que faz com que você sinta o efeito dos exercícios, outros sentidos serão aguçados como compensação", explica Mariuza.
Para estimular o paladar, uma dica bacana é fazer combinações gastronômicas inusitadas. Já pensou em misturar doce com salgado? Maionese com leite condensado? (Eu amo leite condensado!)
Corpinho de 40 e mente de 20!
A neuróbica não vai lhe devolver o cérebro dos vinte anos, mas pode ajudá-lo a acessar o seu arquivo de memórias. "Não dá para aumentar nossa capacidade cerebral, o que acontece é que com os exercícios você consegue ativar áreas do seu cérebro que deixou de usar por falta de treino", explica Mariuza.
"Você só estimula o cérebro se o exercita, por isso quem sempre esteve atento a esta questão terá menos problemas de saúde cerebral, como demência e doenças cognitivas, como Alzheimer".
21 dicas para você montar seu treino
O desafio da neuróbica é fazer tudo aquilo que contraria ações automáticas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional, por isso:
1-Use o relógio de pulso no braço direito;
2-Ande pela casa de trás para frente;
3-Vista-se de olhos fechados;
4-Estimule o paladar, coma comidas diferentes;
5-Leia ou veja fotos de cabeça para baixo concentrando-se em pormenores nos quais nunca tinha reparado;
6-Veja as horas num espelho;
7-Troque o mouse do computador de lado;
8-Escreva ou escove os dentes utilizando a mão esquerda - ou a direita, se for canhoto;
9-Quando for trabalhar, utilize um percurso diferente do habitual;
10-Introduza pequenas mudanças nos seus hábitos cotidianos, transformando-os em desafios para o seu cérebro;
11-Folheie uma revista e procure uma fotografia que lhe chame a atenção. Agora pense 25 adjetivos que ache que a descrevem a imagem ou o tema fotografado;
12-Quando for a um restaurante, tente identificar os ingredientes que compõem o prato que escolheu e concentre-se nos sabores mais subtis. No final, tire a prova dos nove junto ao garçom ou chef;
13-Ao entrar numa sala onde esteja muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e enumere-os;
14-Selecione uma frase de um livro e tente formar uma frase diferente utilizando as mesmas palavras;
15-Experimente jogar qualquer jogo ou praticar qualquer atividade que nunca tenha tentado antes.
16-Compre um quebra cabeças e tente encaixar as peças corretas o mais rapidamente que conseguir, cronometrando o tempo. Repita a operação e veja se progrediu;
17-Experimente memorizar aquilo que precisa comprar no supermercado, em vez de elaborar uma lista. Utilize técnicas de memorização ou separe mentalmente o tipo de produtos que precisa. Desde que funcionem, todos os métodos são válidos;
18-Recorrendo a um dicionário, aprenda uma palavra nova todos os dias e tente introduzi-la (adequadamente!) nas conversas que tiver;
19-Ouça as notícias na rádio ou na televisão quando acordar. Durante o dia escreva os pontos principais de que se lembrar;
20-Ao ler uma palavra pense em outras cinco que começam com a mesma letra;
21-A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Tente, faça alguma atividade diferente com seu outro lado do corpo e estimule o seu cérebro. Se você é destro, que tal escrever com a outra mão?
Hábitos saudáveis
Outra atitude indispensável para manter a memória sempre afiada, é prestar atenção na qualidade de vida. O neurologista Ivan Okamoto sugere um estilo de vida mais tranquilo, com alimentação balanceada, sem vícios e com a prática regular de exercícios físicos para manter o corpo e a mente saudáveis.
"A melhor maneira de manter a memória em dia é cuidar da saúde, por isso é importante evitar cigarro e bebidas alcoólicas, seguir uma dieta equilibrada, praticar exercícios e exercitar o cérebro. Manter a atividade mental, seja trabalhando ou participando de alguma atividade em grupo, ajuda a elevar a autoestima e deixar a memória a todo vapor", explica o especialista.
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