segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

FAMÍLIA, PROFESSOR E ESCOLA: UMA GRANDE PARCERIA

A escola é uma grande parceira da família ou a família é a grande parceira da escola. Tanto faz a ordem em que se coloque, pois o mais importante é que ambas cumpram com o seu papel de educador.
Tanto a família quanto a escola tem de viabilizar relações pautadas na afetividade e no adequado desempenho de papéis. Ao viverem ora como aluno, ora como filho, aprendem as normas sociais e éticas e compreendem o seu lugar no mundo. Contudo, se os adultos se eximirem de sua tarefa educativa como ela se construirá “sujeito” e como entenderá seu mundo e o seu funcionamento?
O que uma família tem de fazer nenhuma escola consegue substituir, por melhor que seja; o que a escola tem de fazer, as famílias não conseguem, mesmo sendo educadoras.
A família tem o papel de acolher a criança e promover individuação e pertencimento. No convívio diário, nas conversas, na forma de proceder diante das rotinas do dia-a-dia é que a criança compreende os mitos, as crenças, os ritos de sua família, assim como a forma deles de viver e conviver.
A escola tem o papel de socializar o conhecimento e as relações. Ela precisa promover um espaço educativo propício aos riscos de acertar e errar, de levantar hipótese, de discorrer o pensamento, enfim, um espaço de aprendizagem. Esse contexto é ora individual e ora coletivo, ora é solitário e ora é participativo. Torna-se, portanto, fundamental o grupo, fundamental o grupo, as trocas, as diferenças. Diante desse movimento, é fácil entender que o grupo funcionará regido por normas e por regras de funcionamento, colorido pelo tom e temperatura das relações afetivas.
A escola é uma instituição do domínio coletivo, dos grupos, das trocas e a família é do domínio do mais reservado, do particular e do específico.
Tanto os pais quanto os professores devem ter clareza de que a afetividade, segundo teoria de Wallon, estudioso do psiquismo humano a partir de uma perspectiva genética, é construída a partir da qualidade das relações que a criança estabelece e é determinante para a construção da personalidade. À medida que a criança vai crescendo e se desenvolvendo, vai ampliando sua capacidade relacional e afetiva. A afetividade se manifesta por meio das emoções e dos sentimentos.
O que organiza as relações são os limites, as fronteiras relacionais que estabelecemos com as pessoas. Fronteiras nítidas desenvolverão relações adequadas e respeitosas. As difusas desenvolverão relações misturadas e caóticas. As rígidas desenvolverão relações distanciadas e autoritárias.
Portanto, necessitamos prestar atenção em como estabelecemos nossas relações. Promovemos autonomia? Ou, simplesmente, controlamos nossos alunos e filhos? Fazemos encaminhamentos? Damos-lhe as regras? Ou fazemos tudo para encurtar-lhes o caminho e não nos estressarmos?
Volto a afirmar que se viver fosse um jogo, seria um jogo de regras, no entanto, para se jogá-lo, é preciso acreditar que vale a pena esse compartilhamento.
Só o amor não educa, mas não se educa sem amor!