sexta-feira, 12 de novembro de 2010

É PRECISO TER AUTORIDADE !

"Se forem omissos por medo de perder o amor
dos filhos, os pais correm o risco de ser
menosprezados e ignorados"

Ser pai nos dias de hoje não é fácil. O mundo está cheio de opções, e até tarefas aparentemente simples, como escolher um tênis para presentear o filho, são complexas. Trinta anos atrás existiam apenas cinco marcas. Hoje são dezenas. Na hora de comprar o calçado, o pai precisará avaliar se ele será usado para correr, para andar no mato, para sair à noite ou para jogar basquete. Precisa lembrar se o filho pisa com o joelho virado para dentro ou para fora, se a perna de impulsão é a direita ou a esquerda. Esse enorme leque de opções se repete no processo de educação e formação do adolescente. Os pais têm de enfrentar desde a escolha do modelo de escola ideal até o dilema de deixar ou não a namorada dormir no quarto dele. A boa educação, hoje, implica ter posição formada sobre cada um desses assuntos. As variáveis são tantas que os pais precisam ser extremamente cuidadosos para que a postura adotada com relação a um aspecto da vida do jovem não entre em contradição com a adotada em outro. Nesse ponto, a conduta no que se refere aos filhos é como um bambu. Ele pode ser vergado para cá e para lá ao sabor das mudanças – mas não pode ser quebrado a toda hora.

Um aspecto crucial na educação é a autoridade. Muitos pais temem perder o amor dos filhos se forem firmes nas regras e nas cobranças. Todo mundo sabe que adolescente contrariado é encrenca na certa. Como uma criança birrenta, ele reclama, briga e faz escândalo, dentro de uma escala proporcional a seu tamanho. Nesse ponto os pais não podem ceder. Precisam estar conscientes de que, como todo mundo, os jovens não dão afeto a pessoas que não respeitam. Se os pais forem omissos e ficarem quietos por medo de perder o amor do filho, correm o risco de se ver menosprezados e ignorados. Aí o afeto e a cumplicidade que eles queriam preservar acabam se esvaindo completamente. Um pai ou uma mãe que engole os próprios princípios e se cala a cada malcriação dá um atestado de que não se respeita, e os filhos entendem isso como um sinal para que não o respeitem também. Engolir sapo significa deseducar, com grande probabilidade de estar criando um pequeno tirano dentro de casa.

Exercer autoridade de pai e de mãe exige sabedoria. Os limites precisam ser sempre colocados em função de algo e exercidos visando ao bem-estar de toda a família. Necessitam estar a serviço da qualidade de vida e da educação do filho, nunca de um capricho. Muitos pais acreditam que dar o bom exemplo é suficiente, o que não é verdade. Sem uma determinação clara, os filhos não o perceberão e não o seguirão. No outro extremo, abusar de proibições e punições por si só também não funciona. Os filhos precisam aprender, e cabe aos pais ensinar. Se um filho não quer estudar, não adianta nada os pais se valerem de seu poder, trancá-lo no quarto e obrigá-lo a sair com a matéria decorada. O adolescente não vai estudar e pronto. Por outro lado, os pais podem negociar e dizer que ele vai poder sair, fazer o que quiser, desde que lhes explique o assunto que precisa estudar com suas próprias palavras. Ele terá então estímulo para se debruçar sobre os livros e até se abrirá um canal para que esclareça dúvidas com a ajuda dos pais. Muitas vezes o jovem não estuda simplesmente porque não entende a matéria. Esse é um bom exemplo em que a autoridade estaria sendo usada para a evolução do filho. A maioria dos pais, quando exerce autoridade, simplesmente proíbe o que o filho gosta de fazer. Na verdade, eles deveriam reorientar momentaneamente a energia que o adolescente gastaria numa atividade para outra. Sempre é possível mudar para melhor. O filho pode ser o folgado que se apóia no sufocado. Nesse caso, a mudança tem de vir do sufocado, pois, se estiver bom para o folgado, ele irá querer ficar nessa posição para todo o sempre, amém!

O ser humano é o único que pode mudar sua história, pois tem inteligência e criatividade. Basta acrescentar a motivação.



Içami Tiba
é psiquiatra e autor de catorze livros,
entre eles Quem Ama, Educa! e Anjos Caídos

terça-feira, 17 de agosto de 2010

DISLEXIA

O TRANSTORNO DA LEITURA E ESCRITA APARECE SOMENTE QUANDO A CRIANÇA INICIA A VIDA ESCOLAR OU PODEMOS PERCEBÊ-LA ANTES DESSA FASE?
Se tomarmos as definições com o devido rigor, a dislexia significa um distúrbio no aprendizado da leitura. Portanto, devemos esperar sua manifestação a partir do momento em que um processo formal e contínuo de ensino da língua escrita tenha início. Ou seja, podemos tomar como ponto de partida a alfabetização ou, mais especificamente, os problemas que ocorrerão deste momento em diante. Por sua vez, aprender a ler e a escrever são habilidades de natureza lingüística que envolve conhecimentos que a criança vai desenvolvendo desde muito cedo. Antes de aprender a escrever as crianças, de modo geral, já apresentam um domínio significativo da linguagem falada. Neste sentido, devemos sempre nos preocupar com aquelas crianças que, desde muito cedo, vêm apresentando alguma alteração na aquisição da linguagem falada, como é o caso dos atrasos de desenvolvimento da linguagem, as limitações de vocabulário, as dificuldades de compreensão, de manutenção de diálogos, de organização do discurso, de fala, e assim por diante. Outros indicadores podem ser as limitações para lidar com rimas, com sílabas, com a discriminação de sons, habilidades estas de alta demanda para o ato futuro de leitura e escrita. Podemos considerar tais crianças na categoria de risco, isto é, elas podem vir a apresentar problemas diversos para aprender a ler e a escrever, dentre eles a dislexia. O mesmo ocorre com aquelas crianças cujos familiares já apresentam histórico de problemas de aprendizagem. Por outro lado, muitos sujeitos disléxicos apresentam um histórico de desenvolvimento sem problemas desta ordem, sendo que eles passam a surgir no momento da alfabetização formal. De qualquer modo, sempre devemos procurar fazer intervenções nas crianças com problemas de aquisição da linguagem oral, antes de ter início um processo de alfabetização. Tal procedimento não somente poderá ajudá-las a aumentar suas competências em linguagem oral, como também poderá facilitar o aprendizado da linguagem escrita.
QUAL A DIFERENÇA ENTRE A DISLEXIA DE DESENVOLVIMENTO E A DISLEXIA ADQUIRIDA?
A dislexia de desenvolvimento é um distúrbio de natureza congênita, o que significa que a criança já nasce com certas características de organização e funcionamento neurológico que poderão vir a complicar determinados tipos de aprendizagens, como a leitura e a escrita, caso ela tenha a oportunidade de vir a ser alfabetizada. Por sua vez, a dislexia adquirida corresponde à perda, em graus variados, da capacidade de ler e escrever em pessoas que já haviam desenvolvido tal habilidade e que poderiam ser até mesmo altamente capazes para tanto. Em geral, a dislexia adquirida é um quadro decorrente de fatores que agridem o cérebro, como é o caso de tumores, acidente vascular encefálico e traumatismos, principalmente em regiões responsáveis por tais funções. Contrariamente ao disléxico de desenvolvimento, a pessoa com dislexia adquirida pode ter aprendido a ler e a escrever sem qualquer dificuldade.
NOS CASOS DE DISLEXIA, O FOCO DE ATUAÇÃO DE CADA PROFISSIONAL DE DIFERENTES ÁREAS COMO MEDICINA, PSICOLOGIA, PSICOPEDAGOGIA, FONOAUDIOLOGIA, ETC...GERA MÚLTIPLAS CLASSIFICAÇÕES E INTERVENÇÕES. EM SUA OPINIÃO ESSES PROFISSIONAIS NÃO TERIAM MAIS SUCESSO SE TRABALHASSEM COMO UMA EQUIPE?
Definir conceitos, delimitar seus usos e aplicações, criar critérios comuns e bem fundamentados de avaliação e diagnóstico, são aspectos fundamentais para que compreendamos de modo mais apropriado o universo complexo dos problemas de aprendizagem, dentre eles a dislexia. Muitas vezes, dentro de um mesmo campo profissional, encontramos formas variadas de pensar e conceituar a dislexia. Esta falta de critérios acaba prejudicando a comunicação interprofissional, provocando situações polêmicas e controvertidas. E, o que é pior, contribui para a formação de idéias distorcidas, principalmente por parte da comunidade leiga.
Cada vez mais se mostra necessária uma atuação multiprofissional, com equipes trabalhando com pressupostos comuns e bem fundamentados cientificamente. Podemos dizer que a equipe deve estar “afinada”, em sintonia, como numa orquestra, na qual cada um desempenha, de forma integrada, seu papel. Quando falamos em equipe, sempre pensamos na proximidade física de seus componentes. Porém, nem sempre é possível reunir, em um mesmo local, um conjunto integrado de profissionais. Entretanto, isso não impede que profissionais, embora atuando em espaços distintos, tenham essa possibilidade de integração e, principalmente, de troca e de oportunidades sistemáticas de estudos e discussão dos casos avaliados.
ATUALMENTE, AS ESCOLAS E OS EDUCADORES ESTÃO PREPARADOS PARA LIDAR COM O SUJEITO DISLÉXICO? NOTA-SE UMA ATITUDE MAIS COLABORATIVA QUE NO PASSADO?
Infelizmente, as escolas e os educadores, com algumas exceções, ainda não estão preparados para lidar com alunos disléxicos ou com outros problemas de aprendizagem. Temos visto, muitas vezes, falta de preparo para lidar até mesmo com crianças que não apresentam problemas ou limitações para o aprender. Ensinar, e ensinar bem, têm se mostrado uma tarefa bastante difícil e desafiadora. Basta ver os índices de desempenho nas provas oficiais de avaliação que têm sido atualmente aplicadas. Crianças que não aprendem são desafiadoras, de modo geral. Porém, dentro desse quadro bastante preocupante, temos visto um grande número de educadores dispostos a trabalhar por mudanças nesta situação. Para tanto, estão buscando formação e informação. Começa a existir uma atitude de ver os problemas de aprendizagem como problemas escolares, que devem ser pensados em termos de procedimentos educacionais, e não somente como problemas clínicos, extra-escolares. Ainda se observa, com muita freqüência, atitudes e crenças no sentido de que a criança que não aprende não é um problema escolar. Para aqueles que assim pensam, cabe à escola encaminhar tais crianças para diagnóstico e tratamento externos. Dentro de tal perspectiva, o papel da escola seria o de esperar que as crianças, a partir destas intervenções clínicas, ganhassem competências para acompanhar o programa escolar frente ao qual ficaram defasadas. É uma atitude de espera e cobrança (do outro). Não é este o papel que atribuo às escolas. Reafirmo que a dislexia também é um problema escolar, por natureza. Bem-vindos todos aqueles que acreditam que muito podem fazer para ajudar seus alunos que, embora possam ter alguma limitação ou dificuldade, não perderam suas capacidades para aprender. Basta querer e acreditar...
POR VEZES, CRIANÇAS QUE APRESENTAM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM SÃO VISTAS COMO INDOLENTES, DESATENTAS, MAL COMPORTADAS, ETC...TANTO PELA ESCOLA COMO PELA FAMÍLIA. COMO MUDAR ESSE QUADRO?
Alterações de comportamento com manifestações diversas, e até mesmo opostas, como a apatia, a desatenção, a ansiedade, a indolência, a depressão e a agressividade, podem ter como causa principal um desequilíbrio provocado por problemas de aprendizagem. Neste sentido, a dislexia é uma grande mestra. As crianças, de modo geral, sofrem cobranças externas, intensas e sistemáticas, por parte da família e da escola. Outras sofrem até muito mais pelo tanto de exigências que elas têm em relação a si mesmas. Não corresponder às próprias expectativas e às expectativas colocadas pelos outros pode gerar uma série de conflitos internos, que se manifestam através de comportamentos inadequados. Tais comportamentos, por sua vez, podem até mesmo agravar os problemas de aprendizagem da criança. Frente a situações como estas, os adultos, por não compreenderem tais manifestações, tendem naturalmente a reagir aumentando as queixas e as cobranças. Forma-se um círculo vicioso, cujo resultado é um agravamento, mesmo quando a intenção é a de “ajudar” a criança. Tal quadro, mais freqüente do que podemos supor, só pode ser mudado na medida em que família e escola compreendam que tais comportamentos podem ser decorrentes de um problema de base, que é a aprendizagem. De nada adiantará tentar combater os sintomas, sem que se compreendam quais são as causas. Crianças com problemas de aprendizagem precisam de ajuda, antes de qualquer cobrança. Para nós, adultos, parece muito natural ficarmos cobrando desempenho. Não paramos para nos questionar se estamos, em primeiro lugar, oferecendo conhecimentos, para depois cobrá-los. Via de regra, cobramos sem dar, sem ensinar.
Simplesmente cobramos, como se a criança devesse ser, por conta própria, capaz de responder a tudo o que desejamos que ela aprenda. Podemos sim, mudar tal situação. Precisamos, para tanto, compreender as angústias que os problemas de aprendizagem podem provocar. Precisamos aprender como ajudar tais crianças no sentido de que possam se sentir capazes de aprender e que, suas dificuldades, erros e enganos, não são os mais importantes. O fundamental é que elas se sintam capazes de aprender e que sintam o quanto apreciamos cada avanço que conseguem dar. Agindo desta forma, conseguiremos fazer com que a criança possa se sentir aceita, valorizada e segura.
QUAL O PAPEL DA FAMÍLIA QUANDO FALAMOS EM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM?
O papel da família é de fundamental importância em todo o processo de desenvolvimento da criança. Porém, sua ação pode ter resultados variáveis. Um fato bastante presente nas famílias é o grau de ansiedade e preocupação que elas têm em relação ao aprendizado de seus filhos, principalmente quanto ao desempenho acadêmico. Falta de expectativa, ou excesso, pode ser prejudicial. Neste sentido, até mesmo crianças sem problemas escolares podem sentir o peso de cobranças mais intensas, acima daquilo que elas podem dar. De modo geral, essa ansiedade tende a aumentar quando a criança apresenta dificuldades de aprendizagem. A primeira idéia que ocorre é que a criança possa ser “preguiçosa”, “irresponsável”, etc. Muitas vezes essa situação é agravada pela própria postura da escola que começa a se “queixar” que a criança não está acompanhando o programa. Este não é um bom caminho para lidar com as dificuldades de aprendizagem. Daí a importância de um processo diagnóstico, que busque identificar o que, de fato, está ocorrendo com a criança que não aprende. Os pais devem ser orientados porque também podem ajudar, em muito, se de fato compreenderem as limitações e capacidades que seus filhos têm e o que pode e deve ser feito para que o aprendizado ocorra da melhor forma possível. Em nosso trabalho temos que pensar na criança, na escola e na família. Não conseguimos chegar muito longe sem considerar todos esses aspectos.
NO BRASIL, É UMA REALIDADE O TRABALHO DO FONOAUDIÓLOGO DENTRO DAS ESCOLAS?
O trabalho do fonoaudiólogo dentro da escola tem se tornado uma realidade no Brasil. Não há dúvidas de que habilidades em linguagem falada e escrita são essenciais para o aprendizado escolar. Compreender o desenvolvimento normal da linguagem, suas possíveis alterações, traçar o perfil evolutivo típico dos vários tipos de problemas, desenvolver metodologias de aplicação pedagógica para facilitar o aprendizado, está dentro do rol de possibilidades do fonoaudiólogo nesta atuação. Na realidade, sempre houve um trabalho do fonoaudiólogo junto às escolas, porém predominantemente com enfoque para o atendimento clínico a partir de encaminhamentos realizados por elas. Atualmente, ao lado desta ação mais tradicional, têm aumentado o número de fonoaudiólogos preparados para a atuação dentro das escolas, com uma visão educacional. Nossa expectativa é a de que este campo se consolide cada vez mais, pelos próprios resultados que estão sendo colhidos pelas escolas que investiram nesta integração.
QUE MENSAGEM DEIXA AOS CONGRESSISTAS, PARTICIPANTES E A TODOS OS PSICOPEDAGOGOS E FONOAUDIÓLOGOS?
Em primeiro lugar, reafirmar que os problemas de aprendizagem não se limitam à dislexia. Temos os distúrbios de aprendizagem e também os transtornos mais globais do desenvolvimento. Porém, a maior parte das crianças com baixo aprendizado, ou desempenho escolar deficitário, não apresenta, na realidade, verdadeiras limitações neste sentido. Estamos com dificuldades para ensinar, e ensinar bem. Esta nossa limitação tem gerado o que podemos chamar de pseudodistúrbios de aprendizagem. Isto quer dizer que, muitas vezes, o problema não está nos pequenos, que aprendem, mas sim, na gente grande, que ensina. Temos que ter cuidados para diferenciar adequadamente cada situação.
Para finalizar, vejo com muito bons olhos esse movimento de aproximação e de partilhamento cada vez mais intenso entre fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos, médicos e educadores. Os problemas que atualmente encontramos no campo da educação requerem a comunicação e troca interprofissional intensas, além de uma formação sólida e continuada. Temos que formar um time, um grande time, muito bem preparado. A torcida, ou seja, nossas crianças, agradecem.

Publicado em 21/05/2009 15:22:00
Jaime Luiz Zorzi - Fonoaudiólogo e diretor do Cefac Centro de Pós-Graduação em Saúde e Educação. Possui graduação em fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1976), mestrado em distúrbios da comunicação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1988) e doutorado em educação pela Universidade Estadual de Campinas (1997). Atua como organizador e professor de cursos de especialização nas áreas de fonoaudiologia e educação, em programas de capacitação de professores e em assessoria educacional

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

CONSTRUIR UMA ESCOLA LEITORA

"Dentre os instrumentos inventados pelo homem, o mais impressionante é, sem dúvida, o livro. Os demais são extensões de seu corpo. O microscópio e o telescópio são extensões da visão; o telefone, uma extensão da voz e, finalmente, temos o arado e a espada, ambos extensões do braço. O livro, porém, é outra coisa. O livro é uma extensão da memória e da imaginação." Foi assim, no ensaio O Livro, publicado em Cinco Visões Pessoais, que o escritor argentino Jorge Luis Borges (1898-1986) resumiu a importância da literatura. Por meio dela, é possível conhecer personagens e culturas que fazem revelações sobre a natureza humana (e, portanto, sobre nós mesmos). Quem nunca se identificou com o protagonista de um romance e, tomando contato com as emoções vividas por ele, descobriu os próprios sentimentos? Quem, pelas frases de um conto, não viajou para outros lugares - reais ou fictícios - e criou em sua cabeça um mundo novo, único?

Mas não basta folhear as páginas de romances, contos, crônicas, fábulas, novelas e poesias para chorar, rir, recordar. É preciso aprender a ser um leitor literário. Infelizmente, na escola, esse é um conteúdo que vem sendo deixado de lado. Os textos são usados quase exclusivamente como um instrumento de estudo (sobre as figuras de linguagem, a pontuação e outros usos da língua ou a história da literatura, por exemplo). Esses, é claro, continuam sendo conteúdos curriculares importantes, que ajudam a desfrutar dos prazeres da leitura. Só que, sem o trabalho de ensinar a ler textos literários, eles são insuficientes. E como se faz isso? Lendo livros de literatura e mostrando às crianças e aos jovens como agem os adultos que já têm esse hábito. Alguns pontos de partida desse percurso são:

- Garantir o acesso ao acervo de livros,

- Permitir que os alunos possam escolher os gêneros e os autores que desejam ler,

- Mostrar a importância de trocar indicações de leituras e opiniões com amigos e colegas,

- Destacar que é possível ler em qualquer lugar, desde que a pessoa se sinta confortável.

Redação Nova Escola/ Gestão Escolar

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Fonoaudiologia Escolar – Educacional

A atuação do fonoaudiólogo que trabalha em escolas é diferente da do profissional que atua em clínicas e hospitais. Na escola, o fonoaudiólogo atua de forma preventiva e educacional, enquanto que em clínicas e em hospitais essa atuação é terapêutica e preventiva.
O fonoaudiólogo não atua com alunos. O profissional também trabalha com os professores no aprimoramento da oratória. “O foco principal é a educação. O fonoaudiólogo vai atuar orientando professores a melhorar suas condições de aula e auxiliando os alunos a entender e se expressar melhor”, afirma o fonoaudiólogo e conselheiro do CFFa Jaime Luiz Zorzi.
Zorzi ainda afirma que sempre houve necessidade de fonoaudiólogos nas escolas e que a atuação dele necessariamente deve ser em grupo. “Ajudar alunos com deficiências, com deficientes auditivos, sempre foi competência do fonoaudiólogo. Devemos trabalhar sempre em grupo, fazendo uma conexão aluno-professor-fonoaudiólogo”, afirma.

Fonoaudiólogos Escolares...

 Com alunos

1. Otimizar o desenvolvimento da linguagem oral, leitura e escrita.
2. Promover estratégias de prevenção, preservação e controle de abusos e riscos para a voz e a audição.
3. Estimular a eliminação de hábitos inadequados relacionados às alterações fonoaudiológicas.
4. Detectar precocemente alterações fonoaudiológicas relacionadas à audição, voz, motricidade orofacial e linguagem oral e escrita.
5. Encaminhar para profissionais, quando necessário, e acompanhar os tratamentos externos à escola.

 Com professores

1. Orientar quanto aos cuidados com a voz.
2. Ensinar estratégias vocais para conservação e maximização da voz, durante o uso profissional.
3. Promover informações quanto às alterações fonoaudiológicas, como desenvolvimento normal da linguagem oral, leitura e escrita, e como estes podem ser otimizados em sala de aula.
4. Capacitar o profissional para detecção de possíveis alterações fonoaudiológicas que seus alunos venham a apresentar.
5. Encaminhar o professor que apresentar alterações vocais para atendimento fonoaudiólogico.

 Com pais

1. Orientar sobre o desenvolvimento normal da criança e as alterações fonoaudiológicas comuns na infância.
2. Orientar sobre a importância do estímulo familiar para otimização do desenvolvimento da criança.
3. Detectar o possível problema do filho e apresentar explicação quanto a enca

A ARTE DE SER SOGRA

Não há receita para o modelo de sogra, mas acredito que existe uma espécie de arte em saber ser sogra, arte que só o amor expressa e dá forma. Não há mistério nem regras pré-estabelecidas, além da verdadeira vontade de acertar.

Considero o ser sogra uma das modalidades da difícil arte de viver, como ser mãe, esposa ou filha.

Para ser uma boa sogra é necessário, antes de mais nada, desejar sê-lo e pautar sua conduta de acordo com esse desejo, que deve ser, acima de tudo, sincero, para ser eficiente. Não deve nunca se imiscuir na vida do casal; abster-se sistematicamente de qualquer interferência na educação dos netos; manter sempre um clima de camaradagem com as noras, possuam elas o temperamento que possuírem, sendo compreensiva e tolerante bastante e procurando buscar em cada uma os pontos de afinidade para que formem elos de simpatia mútua; ajudá-las com espontaneidade, sem impor-lhes seus préstimos e sobretudo procurar amá-las como se fossem suas filhas.

Ser sogra é ser suplente de mãe e, portanto, a parte mais amena de seu papel é ser amiga das noras, considerando encantadoras essas criaturinhas jovens que seus filhos escolheram e que os fazem felizes e que lhes dão netos que coroarão a sua existência de irradiante felicidade e serão a continuidade de sua vida, único meio real e positivo de sobrevivência depois de uma certa idade.

Uma boa sogra, pois, jamais concorrerá para desinteligências nem desarmonia dos casais, devendo trazer sempre presente em seu pensamento que existe um laço comum muito importante unindo-a a sua nora: a felicidade do filho em particular e de toda a família, em geral!
(Do livro Crônicas oportunas)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Lição do Rato.

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote.

Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.
Ao descobrir que era ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
- Há ratoeira na casa, ratoeira na casa !!
A galinha:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e:

- Há ratoeira na casa, ratoeira !
- Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca e:

- Há ratoeira na casa,
- O que ? Ratoeira ? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.

Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...

O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.

Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar
o ingrediente principal.

Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.

Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo.

Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.

Moral da História:

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.

O problema de um, é problema de todos!

" Nós aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a conviver como irmãos .”

domingo, 25 de abril de 2010

Educando nos dias de hoje: o sucesso da disciplina assertiva

QUI, 22 DE ABRIL DE 2010- DRA. ADRIANA COUTO ROSA DUTRA DE OLIVEIRA

Sempre busquei uma escola que fosse capaz de suprir as necessidades acadêmicas sem perder de vista o fato de que nem todas as crianças caem na faixa normal da curva de Gauss. A maioria das escolas se mostra adequada para grande parte das crianças, mas são inúmeros os pais que se queixam de que não conseguem encontrar uma escola adequada para seu filho(a) que tem TDAH, distúrbio do aprendizado, ou outros diagnósticos. Essas crianças ficam à mercê da sorte, de encontrar uma professora que compre sua briga.
O destino fez com que, por acaso, durante nossa estadia nos Estados Unidos, meus filhos fossem matriculados numa escola dessas. Olhando de fora parecia uma escola comum. Pública, de classe média, numa cidade do interior. Mas não demorou para que percebêssemos que tinha alguma coisa diferente ali. Dia após dia, as crianças chegavam em casa com algum sucesso para contar. Era papelzinho atestando como eles estavam em silêncio no corredor, ou um vale que dava direito a passar 15 minutos na biblioteca devido a algum bom comportamento, ou um aviso dizendo que em tal sexta-feira, porque a classe estava mostrando grande habilidade em solucionar os atritos, eles poderiam levar um brinquedo. Até que uma tarde tocou o telefone. Uma das professoras ligou para conversar comigo. Começou dizendo como meu filho estava sendo muito paciente na sua adaptação, o quanto de coragem estava demonstrando cada vez que arriscava uma resposta mesmo sem dominar o idioma, como ele estava sendo respeitoso ao seguir as regras, como estava sendo tolerante com as outras crianças que não aprendiam no mesmo ritmo. E por aí afora. Após os elogios fiquei esperando para que ela passasse para os problemas. Para minha surpresa, não havia problema algum. O telefonema era só para compartilhar o que estava dando certo!
Esse foi o ponto de partida para que eu procurasse o diretor. Nunca tinha visto uma escola tão positiva, que mudasse de modo tão animador o comportamento dos meus filhos. Queria saber qual era o método que eles aplicavam lá. Ele me explicou que lá existia um grande problema com a disciplina. Todos os dias se formava uma fila de alunos “problema” que eram mandados para a diretoria para conversar. E que ele, diretor, ocupava parte do seu tempo tentando resolver esses assuntos. Aliado a isso havia a queixa dos professores de que eles não haviam tido, durante sua formação, nenhuma orientação de como lidar com questões de disciplina, com crianças difíceis, com TDAH ou outros diagnósticos, que vinham de lares disfuncionais e que não se encaixavam e não respondiam às técnicas comuns que eles haviam experimentado. Eles decidiram então usar um modelo que foi implantado numa escola em Tucson, Arizona. Aquela escola, de 800 alunos, mais de 80% de baixa renda e com crianças em grande desvantagem sócio-econômica foi por oito anos seguidos a campeã de suspensão de alunos na cidade. Foi quando eles passaram a usar uma técnica, desenvolvida por Howard Glasser, inicialmente para tratamento de portadores de TDAH e posteriormente, devido aos seus resultados, estendida para todas as crianças. Por essa abordagem os professores desenvolvem um vocabulário riquíssimo para descrever os sucessos e pontos positivos de todos os alunos, de modo que eles começam a se enxergar sob uma perspectiva diferente e melhor. A perspectiva de uma criança que consegue experimentar o sucesso no dia-a-dia. Ao mesmo tempo, colocavam regras claras e rígidas que, quando quebradas os alunos sabiam que teriam uma conseqüência já estabelecida. E que, quando eles optavam por quebrar essas regras, nenhuma grande atenção, além da necessária para impor a conseqüência, era gasta. O resultado foi que, já no primeiro ano sob esse programa, apenas um aluno foi suspenso, não houve nenhum caso relatado de “bullying”, as notas aumentaram exponencialmente e nenhum professor pediu transferência para outra escola (o que era um milagre, já que ninguém queria lecionar lá)!!! O segredo foi que os professores, após curto treinamento, conseguiam ver a apontar para os alunos, de modo muito convincente, os valores que cada um carregava dentro de si, suas qualidades e pontos fortes. Ninguém mais gastava energia e valorizava o que eles faziam de errado. Eles foram bombardeados por uma enxurrada de sucessos e se convenceram que podiam ser esse sucesso.
Imagine o que significou para tais crianças as mães receberem um telefonema não para comunicar uma suspensão, mas para dizer o quanto a criança estava sendo íntegra no último mês? Ou o que significa para uma classe ouvir que eles estavam mostrando tanto que sabiam planejar bem, fazer escolhas e permanecer na tarefa que, para comemorar, na sexta-feira iam ganhar uma festa?
Esses resultados de Tucson inspiraram centenas de professores a experimentar esta técnica em suas classes. O que vi, nas diferentes escolas que visitei, foi professores em ambiente calmo, tranquilo, refletindo constantemente para seus alunos o seu potencial, não perdendo o controle quando alguma regra era quebrada, antecipando problemas e elogiando alunos quando eles se comportavam conforme o esperado. Vi alunos querendo fazer parte daquelas classes, não chegando atrasados, não faltando às aulas, não deixando de fazer a tarefa e prestando atenção, porque queriam fazer parte daquele grupo!
Eu acredito na escola como a chance mais viável para se alcançar uma sociedade melhor. E sei que no Brasil, nossos problemas são ainda maiores. Nossos professores são sobrecarregados, recebem salários injustos e, à semelhança dos americanos, foram treinados para ensinar e não para lidar com crianças difíceis, com problemas de disciplina. Penso que é hora de se disseminar esse modelo no nosso meio. Ele não requer nenhuma tecnologia, não tem um custo alto e depende apenas de algumas horas de treinamento. Faz bem para os alunos, aumenta a auto-estima, melhora as notas, faz com que alunos e professores queiram ir para a escola. Não só as crianças com TDAH ou com distúrbios do aprendizado passam a florescer. Todas ganham. Ganham também os professores, que passam a trabalhar com prazer, e não num ambiente estressante. O que é preciso para isso? Poucas horas de treinamento, disposição e coragem para mudar.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas...

Uma das mais célebres obras a respeito deste tema está no livro de Saint Exupéry, "O Pequeno Príncipe", no diálogo entre a raposa e o principezinho.
Transcrevo-o a seguir:
"(...) E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho. Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços…
- Criar laços?
Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim.Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo…
(...)Mas a raposa voltou à sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco.
Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol.
Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros.
Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como música.E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste!
Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então será maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…
A raposa então calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos.
Se tu queres um amigo, cativa-me!"
__Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
__É preciso ser paciente, respondeu a raposa.Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim,assim,na relva. Eu te olharei pelo canto do olho e tu não dirás nada.A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas,cada dia, te sentarás mais perto…
No dia seguinte o principezinho voltou.
__Teria sido melhor voltares à mesma hora,disse a raposa.Se tu vens,por exemplo,às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas então,estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!"
Em 2010 planejamos empreender tantas coisas...por que não cativar novos amigos? Manter os velhos amigos cativados? Cativar nossos clientes? Cativar nossos alunos ? Cativar um novo amor? E depois de toda a paciência que tivemos para cativá-los não esquecer da responsabilidade disso, que é eterna!

Sandra Tomio, uma raposa cativada!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

A inteligência e o pênis...

A inteligência funciona do jeito como o pênis funciona. Pois o que é o pênis? É um órgão que, no seu estado normal, é um apêndice ridículo, flácido, que realiza funções escretoras automáticas que não exigem esforço de pensamento. Mas, se provocado pelo desejo, ele passa por extraordinárias transformações hidráulicas, cresce, aponta para o alto e ganha o poder de dar prazer e de criar vida. Sem desejo é inútil que a cabeça lhe dê ordens...

Assim também é a inteligência. No cotidiano, ela se encontra num estado de flacidez e preguiça que é mais do que suficiente para a realização das tarefas rotineiras. Quando, entretanto, a inteligência é provocada pelo desejo, ela cresce e se põe a pensar as coisas mais extraordinárias. Essa idéia louca já havia passado pela sua cabeça - que a função principal da educação é erotizar a inteligência para que ela?tenha ereções e?acorde da sua letargia?

Rubem Alves - Educador e escritor

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

SER FELIZ OU TER RAZÃO

Você pode ter como objetivo realizar-se num relacionamento, mas se mantiver seu foco nos defeitos do outro, nos problemas e nas divergências que surgem com o parceiro, dificilmente seu objetivo se realizará.
O ritual indígena de caminhar sobre brasas é um excelente exemplo de manutenção do foco e de coerência com o propósito. Você tem um objetivo: chegar ao outro lado. Se você se concentrar apenas nesse objetivo, não se queimará. Mas, se ceder à tentação de prestar atenção nas brasas, é bem provável que saia queimado. Quando estive com os índios cherokees, nos estados Unidos, andei sobre brasas várias vezes e não me queimei. Ao voltar ao Brasil, dei três seminários e não me queimei. O quarto seminário teve uma série de problemas de bastidores e, no momento de caminhar sobre as brasas, apenas fiz de conta que pensava no objetivo de alcançar o outro lado – e me queimei. Para mim, essa foi uma grande lição.
Na vida também é assim: às vezes nos queimamos durante a caminhada por fazer de conta que tudo está bem, que temos um motivo para levantar da cama e trabalhar, que estamos vivendo uma história de amor. Fazemos faz de conta que estamos agindo de maneira coerente, mas devemos nos lembrar de que o resultado é fruto de onde colocamos a atenção. Quando focamos o objetivo, nós o atingimos. Mas, se prestarmos atenção apenas nos buracos ou nas brasas do caminho, obteremos um resultado compatível com essa preocupação.
Há pessoas cujo propósito de vida é falar de problemas, da negatividade do outro, do que ele fez ou deixou de fazer. Algumas já se queimam antes de caminhar pela vida. Outras se queimam no início da caminhada, diante da primeira dificuldade. Outras chegam aonde querem e, como “prêmio”, têm o primeiro enfarte. Outras chegam, mas queimam família, amigos, casamento.
Tão importante quanto definir seu propósito é estabelecer a forma como quer atingi-lo – com a família, com os amigos, com saúde, com seu amor.
Feito isso, você estará preparado para dar o próximo passo.
EDUARDO SHINYASHIKI (pai da Stellinha e marido da Daniela saudosas aluninhas)

CURSO DE CAPACITAÇÃO DE CUIDADORES DE IDOSOS

O envelhecimento da população, além de estatisticamente comprovado por dados dos últimos sensos demográficos, é uma realidade sentida na vivência diária dos planos de saúde, especialmente no aspecto que tange aos custos da assistência médica deste grupo populacional.

A população mundial, de um modo geral, está envelhecendo e o Brasil caminha neste mesmo sentido. Temos hoje cerca de 13 milhões (7,8%) de idosos e as projeções demográficas apontam que alcançaremos mais de 30 milhões de pessoas com 60 anos de idade ou mais em 2025 (15%). A expectativa de vida ao nascer, que era de 33,7 anos na década de 40, alcançou em 2000 o patamar de 68 anos para homens e 72 para mulheres.

Acrescido ao fato de que o envelhecimento é um processo complexo, multideterminado, que envolve dimensões biológicas, psicológicas e sócio-culturais que afetam o estilo e forma do envelhecer humano, observa-se que esta transição demográfica trará em seu bojo o aumento das doenças crônico-degenerativas com suas conseqüências inevitáveis, causando limitações nesses idosos, que passarão a necessitar de ajuda, temporária ou permanente, para suas atividades de vida diária.

No entanto, as pessoas que são designadas a prestar tais cuidados, sejam familiares ou contratados, a maioria das vezes não estão preparadas para tal tarefa, o que pode dificultar o restabelecimento do idoso ou até mesmo causar piora na sua evolução, trazendo desgaste e stress intenso para ambos, paciente e cuidador, com conseqüências danosas.

O CUIDADOR

A atenção à saúde de pessoas idosas exige um conhecimento sobre as alterações decorrentes do processo de envelhecimento normal, sobre as doenças crônicas típicas dessa etapa do ciclo de vida e, principalmente, das situações que permeiam as síndromes geriátricas, assim como a compreensão do contexto psicológico e da dinâmica familiar.

O envelhecimento quando acompanhado de limitações funcionais gera uma demanda de cuidados em várias áreas, que precisam ser abordados por profissionais habilitados a reconhecer os distúrbios típicos das doenças ligadas ao envelhecimento e munidos de arsenal terapêutico efetivo, garantindo um melhor atendimento e qualidade de vida ao idoso.

Entende-se por cuidador, pessoas que cuidam a partir de objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou pelos responsáveis diretos, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura e recreação da pessoa atendida.

Trata-se de profissão reconhecida e inserida na Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho e Emprego com o Código 5162-10 (Cuidador de pessoas idosas e dependentes e Cuidador de idosos institucional) e esta capacitação é exigida aos profissionais que trabalham em Instituições de Longa Permanência para idosos.

O Cuidador, seja ele familiar ou profissional contratado, é peça fundamental na difícil tarefa de proporcionar um envelhecimento mais saudável e com menor comprometimento funcional.

A capacitação dos cuidadores de idosos tem, portanto, papel fundamental quando se fala em promoção de saúde e ação profilática, trazendo, seguramente, repercussões positivas, evitando-se internações e diminuindo o custo saúde deste.
Daí o Centro de Estudos Sandra Tomio em sua unidade centro, ao lado da Caixa Econômica lançará em março o Curso Cuidadores de Idosos, em parceria com a Fundação Pró Rim.
As pessoas poderão inscrever-se objetivando empregabilidade, novas oportunidades, novas técnicas, novos meios e, além disso, buscar o certificado para exercer a função. Ainda pessoas que futuramente cuidarão de seus pais ou poderão preparar funcionários para isso.
O desejo de controlar o envelhecimento é um anseio legítimo. A rejeição à terceira idade é um mecanismo de defesa natural do homem. Mas sua aceitação como uma realidade junto à compreensão de que se pode ser plenamente feliz em qualquer idade é o melhor caminho para a longevidade. Portanto o próprio idoso poderá inscrever-se para auto conhecimento.
O curso tem a duração de três meses, duas noites por semana e logo publicarei a ementa e o valor do investimento. Aguardem!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

OS BENEFÍCIOS DE UM ABRAÇO

O que faz você, por exemplo, quando está com dor de cabeça? Ou quando está chateado?
Será que existe algum remédio para aliviar a maioria dos problemas físicos e emocionais? Eu tomo uma cartela de neosaldina, mais uma de doril, aspirina cafi, etc, a menos que um excelente amigo apareça e me dê um longo e apertado abraço!
Segundo o departamento de psiquiatria da Universidade da Carolina do Norte (EUA), abraçar tem relação com o aumento da qualidade de vida. Durante o abraço, o hormônio do estresse (cortisol) despenca no organismo, o que libera substâncias para proporcionar conforto e alegria.
E não há dor que resista! O ato de abraçar e ser abraçado é uma maneira comprovadamente de demonstrar carinho que faz bem à saúde. O toque dispara a produção de oxitocina, que acalma e alivia o estresse e, por sua vez, alimenta o desejo de tocar e ser tocado. Mas a qualidade do contato é crucial. Abraços com tapas fortes realizados sob holofotes, como os vistos entre os políticos de Brasília, não valem; para alimentar o bem-estar, têm de expressar carinho e apoio.
Um abraço envolve troca de afeto, calor e assim, nosso corpo passa por uma movimentação de hormônios, o que causa a baixa no nível de cortisol, que é nada mais nada menos do que o hormônio do estresse, como já dissemos. Já os níveis de serotonina e dopamina aumentam contagiando o cérebro, como cada célula do nosso organismo com uma descarga de felicidade e conforto. Todo esse mecanismo provocado pelo abraço leva a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos a diminuírem. E tudo isso leva a crer que o abraço é um ótimo remédio para proteger contra doenças, especialmente as cardiovasculares e viver plenamente por muito tempo. Então, que tal dar agora mesmo um abraço bem gostoso na sua mãe ou em seu pai, naquela sua amiga ou amigo querido ou então aquele abraço apaixonado no seu namorado?
E quando para completar um amigo querido resolve te carregar no colo,então.....é tudo de bom!!!! Ter amigos é potencializar nossos sentimentos e viver com mais intensidade. Faça amigos, abrace, beije, carregue no colo, compartilhe seus sonhos. As alegrias serão multiplicadas.

O DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO E SUA INFLUÊNCIA NA APRENDIZAGEM

HEREDITARIEDADE
O desenvolvimento e crescimento do ser humano começam no momento da fecundação. É a partir desse momento que a hereditariedade começa a exercer sua influência, pois ela significa a transmissão das características da espécie e, em particular de certas características individuais doas pais aos filhos. Ela é transmitida pelos genes, que têm em seu interior um conjunto de instruções ou programações para o desenvolvimento do indivíduo. Estas dependerão de vários fatores, sendo o fator ambiental um deles.
AMBIENTE
É tido como a soma total de estímulos que atinge um organismo vivo, de modo a traduzir o código genético determinado no momento da concepção. Ele pode ser: (a) intracelular (de dentro da célula), (b) intercelular (existe entre as várias células orgânicas), (c) intra-uterino (antes do nascimento) e (d) pós-uterino (depois do nascimento). Vimos desta forma, que o fator ambiental está presente desde o momento da concepção.
Além da hereditariedade e ambiente, temos a maturação e a própria aprendizagem como indispensáveis ao desenvolvimento neurológico.
MATURAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO
É definida como o desenvolvimento das estruturas corporais neurofisiológicas, determinado pelas potencialidades inatas e independentemente de experiência prévia, que poderá tanto possibilitar quanto limitar o desenvolvimento do comportamento.
O indivíduo, ao nascer, não tem ainda condições de ter suas células nervosas em funcionamento e necessitará de dois processos para que isto ocorra: a mielinização das fibras nervosas e um meio ambiente que estimule adequadamente. Assim, desde que a maturação das ligações nervosas esteja realizada, a aprendizagem de uma função pode fazer-se facilmente. Como a motricidade e a inteligência desenvolvem-se por etapas sucessivas, é necessário que, em cada estágio, o indivíduo receba as estimulações e o tipo de ensino compatíveis com seu potencial cerebral. Temos então, a partir de um certo estágio de desenvolvimento, o aumento da importância do fator ambiental na expressão da maturação do sistema nervoso. A experiência e o aprendizado passarão a desempenhar um papel fundamental para a integração das regiões cerebrais e, além disso, promover alterações estruturais celulares.
Também nessa fase temos os chamados “períodos críticos”, em que o indivíduo deverá ser exposto a determinados fatores ambientais a fim de permitir o adequado desenvolvimento de suas habilidades perceptuais, motoras, cognitivas e sociais. A maioria dos comportamentos do ser humano é aprendida, ou seja, são produtos da aprendizagem, excetuando-se os reflexos que são automatismos inatos. Por isso, é de suma importância que tomemos a aprendizagem como objeto de nosso estudo.
PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA INTELIGÊNCIA
Segundo Piaget, a inteligência humana é sempre um conjunto da maturação, da experiência física e social, e de um princípio dinâmico dominante: a equilibração. A experiência dá origem a novas estruturas mentais que ampliam a gama de experiência potencial da criança, o que, por sua vez, origina novas estruturas mentais. De acordo com sua teoria, pode-se verificar a diferença entre dois processos, já citados, que são relacionados, mas muito diferentes conceitualmente: desenvolvimento e aprendizagem.
O desenvolvimento refere-se aos mecanismos gerais do ato de pensar: pertence à inteligência em seu mais amplo e completo sentido. Tudo quanto pode ser chamado característico da inteligência humana vem à tona, principalmente, através do processo de desenvolvimento, como que destacado do processo de aprendizado. Este se refere à aquisição de habilidades e fatos específicos. Apesar do grau de desenvolvimento suceder sempre na mesma ordem, ele não corresponde a idades absolutas. A idéia central de sua teoria é que a lógica de funcionamento mental da criança se desenvolve gradativamente e qualitativamente diferente da lógica adulta. Sua aceleração ou retardamento irá ocorrer de acordo com os diversos meios sociais e a experiência adquirida. Assim, é preciso a escola reconhecer que não se trata de algo que exclua do aluno a possibilidade de aprender e sim, algo que lhe conduza a um modo particular de aprendizagem.
NEUROPLASTICIDADE
A neuroplasticidade é uma propriedade inerente aos sistema nervoso com a capacidade de modificar o seu funcionamento e de se reorganizar através de alterações ambientais ou de lesão.
Hoje se sabe que todos os medicamentos que aumentam a excitabilidade cortical de forma geral favorecem o aparecimento de trocas neuroplásticas. Basicamente, os mesmos mecanismos são os responsáveis pelos fenômenos plásticos em áreas motoras e somáticas em funções relacionadas com linguagem e cognição, entre outros.
Os avanços científicos, com a aplicação das novas tecnologias, têm motivado o estudo dos fenômenos que mediam a restauração das funções nervosas após lesões cerebrais de diversas etiologias. Podem ser citados como mecanismos de recuperação:
a) O aumento da eficácia sináptica com a ativação ou desinibição de vias existentes e pouco ativas no momento;
b) O crescimento dendrítico dos neurônios sobreviventes com formação de novas sinapses;
c) O aumento da atividade de vias paralelas às lesionadas também por reforço da atividade sináptica e a desinibição de vias e circuitos redundantes.
No ser humano, tem se obtido evidências de ao menos quatro possíveis formas de plasticidade funcional:
- a adaptação de áreas homólogas (contralaterias, por emcanismos de desinibição);
- plasticidade de modalidade cruzadas (reativação de funções em uma área não primariamente destinada a processar uma modalidade particular);
- a expansão de mapas somatotóprios (reorganização funcional);
- ativação compensatória ( desinibição – reorganização funcional).
Todas as privações sofridas pelos indivíduos são responsáveis por lentidão e anomalias do desenvolvimento (aspecto qualitativo) e de crescimento (aspecto quantitativo). É nos primeiros anos que a mielinização se opera, as redes neurais crescem e se estruturam, os processos de informação visual, auditivos, tátil-cinestésica se organizam por níveis de atenção, seleção, discriminação, identificação, sequencialização e retenção, e os processos de comunicação verbal se produzem através de funções de formulações, planificações e controle de condutas psicomotoras e psicolinguísticas.
É óbvio que a intervenção precoce não pode realizar-se sem uma identificação precoce. Uma é dependente da outra, daí a importância da identificação, que permitirá evitar conseqüências de várias ordens. A identificação precoce não pode ser casual e assistemática; antes, e pelo contrário, ela deve ser científica e visa eliminar ou atenuar seqüelas que se repercutem no desenvolvimento neurológico da criança deficiente ou com algum distúrbio.
Em alguns casos, a identificação precoce é óbvia, porém, em outros, só a exclusão e análise rigorosa de sinais pode formular um diagnóstico. Aqui, a intervenção tem seu papel, pois a banalização ou a subvalorização de sinais de desenvolvimento pode adiar a redução dos efeitos ou determinar agravamentos. A identificação precoce grosseira é um perigo. Quanto mais estudos e investigações práticas se encorajarem, por meio de um apoio concreto em termos interdisciplinares, tanto mais facilmente se distinguem e se diferenciam sinais, podendo-se, a partir daí, determinar a natureza dos problemas e o seu correto encaminhamento.
Rubens Wajnsztejn (médico neurologista infantil, mestre em distúrbios da comunicação humana).

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

OS BENEFÍCIOS DE UM ABRAÇO

O que faz você, por exemplo, quando está com dor de cabeça? Ou quando está chateado?
Será que existe algum remédio para aliviar a maioria dos problemas físicos e emocionais? Eu tomo uma cartela de neosaldina, mais uma de doril, aspirina cafi, etc, a menos que um excelente amigo apareça e me dê um longo e apertado abraço!
Segundo o departamento de psiquiatria da Universidade da Carolina do Norte (EUA), abraçar tem relação com o aumento da qualidade de vida. Durante o abraço, o hormônio do estresse (cortisol) despenca no organismo, o que libera substâncias para proporcionar conforto e alegria.
E não há dor que resista! O ato de abraçar e ser abraçado é uma maneira comprovadamente de demonstrar carinho que faz bem à saúde. O toque dispara a produção de oxitocina, que acalma e alivia o estresse e, por sua vez, alimenta o desejo de tocar e ser tocado. Mas a qualidade do contato é crucial. Abraços com tapas fortes realizados sob holofotes, como os vistos entre os políticos de Brasília, não valem; para alimentar o bem-estar, têm de expressar carinho e apoio.
Um abraço envolve troca de afeto, calor e assim, nosso corpo passa por uma movimentação de hormônios, o que causa a baixa no nível de cortisol, que é nada mais nada menos do que o hormônio do estresse, como já dissemos. Já os níveis de serotonina e dopamina aumentam contagiando o cérebro, como cada célula do nosso organismo com uma descarga de felicidade e conforto. Todo esse mecanismo provocado pelo abraço leva a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos a diminuírem. E tudo isso leva a crer que o abraço é um ótimo remédio para proteger contra doenças, especialmente as cardiovasculares e viver plenamente por muito tempo. Então, que tal dar agora mesmo um abraço bem gostoso na sua mãe ou em seu pai, naquela sua amiga ou amigo querido ou então aquele abraço apaixonado no seu namorado?
E quando para completar um amigo querido resolve te carregar no colo,então.....é tudo de bom!!!! Ter amigos é potencializar nossos sentimentos e viver com mais intensidade. Faça amigos, abrace, beije, carregue no colo, compartilhe seus sonhos. As alegrias serão multiplicadas.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Aprendendo a dar aulas no “Ricco Suave”!

Tornei-me uma cliente fã de um restaurante no pontal Norte cuja alegria dos funcionários e o tempero da cozinha mexicana me cativaram. Na verdade, hoje, para mim não há melhor opção para quem aprecia o tempero e o sabor da culinária mexicana, ainda mais de frente para o mar do que o “Ricco Suave”.
E foi lá, outro dia, saciando minha enorme fome, depois de um dia de aulas exaustivas que percebi o quanto uma sala de aula, um professor e seus alunos tem tudo a ver com aquele ambiente... Aquela comida colorida, atraente, saborosíssima, certamente preparada com o maior cuidado,... Atração imperdível!
Será que as minhas aulas daquele dia foram tão saborosas? Tão apreciadas? Tão elogiadas? Será que eu atendi meu aluno VIP (porque todos são especiais) do mesmo jeito prazeroso e encantador com o qual fui atendida pelo Marcus (um dos proprietários)? Fui tão atenciosa quanto o Félix ou o Edison (garçons apaixonados)?
Corri atrás de um vinho (conteúdo) desejado como fez o Edivaldo (outro proprietário)?
A culinária mexicana é famosa por seus sabores intensos e variados, decoração colorida e variedade de temperos.... Sabores, texturas, uma das mais ricas do mundo. E descobri, que para o mexicano a hora da comida é o melhor momento do dia.
Sugiro amigos professores que aproveitem agora este período de férias prá conhecer este rico “Ricco Suave”, um paraíso gastronômico em um ambiente refinado, mas descontraído não se esquecendo de refletir sobre como podemos nos parecer mais com estes homens maravilhosos que ganharam meu estômago e meu coração.
O restaurante fica na av. Atlântica, 550 e funciona diariamente a partir das 18h. Vc ainda poderá fazer reservas pelo telefone 3360-0503.
Veja fotos em: /www.balnearcamboriu.com.br/mexicano/ricco_fotos.asp

Sobre Xícaras, Cafés e Pessoas...

Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos
profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da
universidade.
Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de estresse no
trabalho e na vida como um todo.
Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e
retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras - de porcelana,
plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras
requintadas; dizendo a todos para se servirem.
Quando todos os estudantes estavam de xícaras em punho, o professor disse:
-Se vocês repararem, pegaram todas as xícaras bonitas e caras, e
deixaram as simples e baratas para trás.
Uma vez que não é nada anormal que vocês queiram o melhor para si,
isto é a fonte dos seus problemas e estresse.
Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade
nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e,
algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo.
O que todos vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas
escolheram, conscientemente, as melhores xícaras... e então ficaram
todos de olho nas xícaras uns dos outros.
Agora pensem nisso:
A Vida e as pessoas que amamos são o café, e os empregos, dinheiro e
posição social são as xícaras.
Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a Vida... e o tipo
de xícara que temos não define, nem altera, a qualidade de Vida que
vivemos.
Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear
o café, que é o que realmente importa..!!

Saboreie seu café!!!!!

Viva intensamente a SUA vida...

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

ESCOLA DE QUALIDADE = PAÍS RICO

O que faz um país ser rico ou pobre?
Uma primeira resposta se busca na Geografia. Os países ricos são territorialmente extensos ou espacialmente minúsculos? Não. Nem uma coisa e nem outra. Existem países extensos e muito ricos e outros muito pobres, existem países de reduzida extensão territorial que são paupérrimos e outros que nadam em fortunas.
Seria, então, a História?
Também não. Há países, como o Egito e a Índia, que existem há mais de 2000 anos e são muito pobres, e também outros muito antigos e bem ricos. Por outro lado, há países essencialmente ricos que não possuem mais que 150 anos, como existem muitos outros países jovens extremamente pobres. Volta-se, então, à Geografia: seriam, por acaso, as riquezas naturais?
Mais uma vez a resposta é negativa. Existem países, e o Japão é um belo exemplo, que possuem territórios pequenos, montanhosos, péssimos para a agricultura e inviáveis para a pecuária, mas que são muito ricos, como também o é a improvável Suíça que, sem oceano, possui notável frota náutica e sem cacau produz magnífico chocolate. Não são poucos os países com abundantes recursos naturais, marcados pela indigente miséria de um infradesenvolvimento cruel.
Como nem a História, nem a Geografia respondem o que torna rico um país, busca-se amparo antropológico.
Seria, por acaso, a inteligência humana dos que o habitam?
Ainda uma vez é negativa a resposta, pois existem multidões de estudantes de países pobres que emigram para países ricos e surpreendem pelos resultados exuberantes que alcançam. Há também altos executivos de países ricos que se surpreendem com a criatividade e a argúcia de operários de países pobres. Na mesma antropologia busca-se a razão racial e também a resposta não aparece. Existem cientistas brilhantes em todas as etnias, como em todas há pessoas marginalizadas pela indolência e pela ociosidade.
Será, então, que não existe resposta?
A resposta existe sim e é fácil identificá-la. A riqueza de um país se escora nos valores que sua população cultiva e que suas escolas ajudam a construir.
Não constitui coincidência perceber que em todos os países ricos a explícita valorização da moral, a busca da ordem e da limpeza, o apego à pontualidade e integridade pessoal. Existe amor ao trabalho, respeito às leis e aos regulamentos e existe consciência de que qualidade de vida se constrói e moderação nos hábitos se aprende. Se esses valores erguem-se como pilares de sustentação de qualquer país rico, independente de onde esteja sua ausência revela a pobreza, tanto mais indigente quanto mais distante desses ideais a população se colocar.
O Brasil não é pobre por sua História ou por sua Geografia, não o é pela marca de uma antropologia perversa. Somos pobres, entre outras razões, porque nossas escolas particulares ou públicas transmitem currículos eivados de uma porção de inutilidades e se mostram negligentes em investir em uma verdadeira pedagogia dos valores, materializados nas disciplinas curriculares. Precisamos sair da pobreza nos transformando, e se não é nas escolas que aprendemos a nos transformar, onde será que esses procedimentos se pregam e se aprendem?
CELSO ANTUNES (Mestre em Ciências Humanas)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O tiro que nos acerta...Isabel Parolin

Recentemente a minha cidade se comoveu profundamente com uma jovem de 14
anos, que entrou no banheiro da sua escola e com um tiro ceifou sua vida.
Quero destacar a repercussão de casos semelhantes em nossas vidas. O tiro dessa
jovem acertou muito mais que essa jovem, sua família e seus amigos. Acertou seus
professores, seus colegas, a família de seus colegas e toda uma comunidade.
Ele comoveu a minha cidade, como outros episódios semelhantes já comoveram.
Todos nós sentimos um gosto amargo na boca cada vez que um caso semelhante nos
assola e nos enfrenta.
Contudo, é bom lembrar que episódios como esses são final de história cujo início
aconteceu muito tempo antes do último episódio.
Mobilizada em meu papel de educadora me coloco como porta voz de um grupo de
adultos/educadores que lamenta esse fato e tantos outros que acontecem na indiferença e no
silêncio da imprensa e da curiosidade humana.
Por que ela fez isso? Perguntam as crianças. Tinha motivos? Perguntam os jovens. Por
que na escola? Por que não pediu ajuda? Perguntam-se seus professores. O que acontece na
cabeça dessa adolescente, perguntam-se os adultos em geral. Isso pode acontecer com meu
filho? Perguntam-se outros pais. O que faz uma jovem matar-se? Eu poderia ter ajudado?
Todos se questionam.
O caso da jovem já é perdido... Vamos refletir sobre outros jovens que estão aqui,
conosco... Perto de nós. Como podemos ajudá-los?
Dando-lhes orientação, o nosso carinho, a nossa compreensão, os encaminhamentos
necessários, os limites fundamentais e as regras do bem viver. Afinal, educar é
instrumentalizar para bem viver e conviver.
A emoção, a comoção, o lamento não servem para empreender novos caminhos, pois
eles tomam conta dos nossos pensamentos e nos impedem de agir assertivamente.
Necessitamos agir de forma diferente, de forma preventiva.
A nossa preciosa parceria e o valioso exemplo favorecem a construção de uma rede de
apoio, de atenção, de cuidados, de encaminhamentos que possibilitem mais resiliência e
capacidade de retomada diante das agruras que a vida, certamente, apresentará.
Nossos jovens precisam entender que a vida é composta pela diversidade, por
situações e episódios que se constroem e reconstroem a cada dia, a cada gesto, a cada nova
intenção. Nada está perdido em si mesmo e tudo pode ser reconstruído, retomado, refeito,
reavaliado.
A compreensão dos ciclos da vida, que só nós adultos temos construído pelo
conhecimento adquirido, pelo tempo vivido e pelas nossas experiências, é que pode ajudar
nossos jovens diante “do fim do túnel”.
Não podemos nos eximir da tarefa de educar.
O tiro nos acerta porque todos nós sabemos que podemos fazer um pouco mais e
melhor!

FAMÍLIA, PROFESSOR E ESCOLA: UMA GRANDE PARCERIA

A escola é uma grande parceira da família ou a família é a grande parceira da escola. Tanto faz a ordem em que se coloque, pois o mais importante é que ambas cumpram com o seu papel de educador.
Tanto a família quanto a escola tem de viabilizar relações pautadas na afetividade e no adequado desempenho de papéis. Ao viverem ora como aluno, ora como filho, aprendem as normas sociais e éticas e compreendem o seu lugar no mundo. Contudo, se os adultos se eximirem de sua tarefa educativa como ela se construirá “sujeito” e como entenderá seu mundo e o seu funcionamento?
O que uma família tem de fazer nenhuma escola consegue substituir, por melhor que seja; o que a escola tem de fazer, as famílias não conseguem, mesmo sendo educadoras.
A família tem o papel de acolher a criança e promover individuação e pertencimento. No convívio diário, nas conversas, na forma de proceder diante das rotinas do dia-a-dia é que a criança compreende os mitos, as crenças, os ritos de sua família, assim como a forma deles de viver e conviver.
A escola tem o papel de socializar o conhecimento e as relações. Ela precisa promover um espaço educativo propício aos riscos de acertar e errar, de levantar hipótese, de discorrer o pensamento, enfim, um espaço de aprendizagem. Esse contexto é ora individual e ora coletivo, ora é solitário e ora é participativo. Torna-se, portanto, fundamental o grupo, fundamental o grupo, as trocas, as diferenças. Diante desse movimento, é fácil entender que o grupo funcionará regido por normas e por regras de funcionamento, colorido pelo tom e temperatura das relações afetivas.
A escola é uma instituição do domínio coletivo, dos grupos, das trocas e a família é do domínio do mais reservado, do particular e do específico.
Tanto os pais quanto os professores devem ter clareza de que a afetividade, segundo teoria de Wallon, estudioso do psiquismo humano a partir de uma perspectiva genética, é construída a partir da qualidade das relações que a criança estabelece e é determinante para a construção da personalidade. À medida que a criança vai crescendo e se desenvolvendo, vai ampliando sua capacidade relacional e afetiva. A afetividade se manifesta por meio das emoções e dos sentimentos.
O que organiza as relações são os limites, as fronteiras relacionais que estabelecemos com as pessoas. Fronteiras nítidas desenvolverão relações adequadas e respeitosas. As difusas desenvolverão relações misturadas e caóticas. As rígidas desenvolverão relações distanciadas e autoritárias.
Portanto, necessitamos prestar atenção em como estabelecemos nossas relações. Promovemos autonomia? Ou, simplesmente, controlamos nossos alunos e filhos? Fazemos encaminhamentos? Damos-lhe as regras? Ou fazemos tudo para encurtar-lhes o caminho e não nos estressarmos?
Volto a afirmar que se viver fosse um jogo, seria um jogo de regras, no entanto, para se jogá-lo, é preciso acreditar que vale a pena esse compartilhamento.
Só o amor não educa, mas não se educa sem amor!

sábado, 23 de janeiro de 2010

É BOM SABER A DIFERENÇA:

Aprender é um processo natural, mas envolve uma complexa atividade mental, em que estão envolvidos outros processos como atenção, percepção, memória, motricidade, emoção, conhecimentos prévios, etc. Dificuldade de aprendizagem pode ser qualquer entrave em um desses processos ou etapas que retarde ou torne mais difícil o aprender.
DIFICULDADES: problemas que acontecem no processo de aprender decorrentes da proposta pedagógica, da capacitação do professor, de problemas familiares ou de déficits cognitivos.
DISTÚRBIOS OU TRANSTORNOS: dificuldades específicas no Aprendizado decorrentes de uma alteração de origem neurológica.
DEFICIÊNCIAS: termo usado para definir a ausência ou a disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatômica; diz respeito à biologia da pessoa. Amplamente usado para exprimir “falta de “ ou “defasado em”.
Um dos maiores problemas está na identificação das dificuldades. Muitos dos comportamentos dos alunos, bem como seu desempenho, são confundidos com preguiça, falta de interesse, falta de participação da família, entre outros. Uma avaliação precisa, com profissionais especialistas em avaliação diagnóstica psicoeducacional, poderá indicar qual é a dificuldade que afeta a criança e qual a melhor forma de trabalho.
O papel do professor é estar atento a cada um dos seus alunos. Conhecer as fases de desenvolvimento e não achar que situações que fogem à norma se resolvem, simplesmente, com o passar do tempo.
Dependendo da situação, o professor precisará de outros profissionais especializados atuando em rede de apoio para contribuir tanto nas orientações teóricas quanto nas práticas.

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E TREINAMENTO

Todo professor deveria ser, em primeiro lugar, um especialista em gente. Depois, um educador. Em terceiro lugar, um professor. E, por último, um professor da disciplina “x” ou de alunos da série “y”. Já passou o tempo em que um professor precisava apenas ser um especialista no conteúdo a ser transmitido. Esse tipo de postura mantinha os alunos numa posição que a Psicologia chama de “passiva aceitante”. É a postura dos escravos, da população que serve de “massa de manobra”, dos “pseudo-cidadãos”.
Para interagir com os alunos de forma a potencializar a aprendizagem, a autonomia, a independência de pensamento e uma postura pró-ativa perante a vida, é necessário deixar de ser um transmissor para ser um mediador.
E um mediador precisa saber como a as pessoas “funcionam”, como agem e reagem. Precisa conhecer as razões que levam os alunos a agir ou deixar de agir.
Essas orientações são fundamentais numa compreensão de como os alunos são, quais são seus medos, seus valores, suas motivações e contradições. A grande maioria dos professores é bem intencionada, quer acertar, quer dar o melhor aos seus alunos, mas nem sempre tem sucesso. Falta-lhes uma compreensão maior a respeito do ser humano e da forma como as relações interpessoais são construídas ou vividas.
A formação universitária não dá conta de todas essas nuanças. É preciso investir na formação continuada em serviço. Os professores precisam participar de grupos de estudo, de cursos, palestras, congressos e outros eventos que possam despertar a reflexão. Refletir sobre a prática de sala de aula permite a um professor mudar sua forma de agir.
MARCOS MEIER, professor de matemática, psicóloga, mestre em educação

CAPACITAÇÃO DOS PROFISSIONAIS NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA E O CURRÍCULO INCLUSIVO

Na perspectiva de uma escola inclusiva, os professores não podem duvidar das possibilidades de aprendizagem dos alunos, nem prever quando estes irão aprender. A deficiência de um aluno também não é motivo para que o professor deixe de lhe proporcionar o melhor das práticas de ensino e, também, não justifica um ensino à parte, individualizado, com atividades que discriminam e que se dizem “adaptadas” às possibilidades de entendimento de alguns. O docente deve partir da capacidade de aprender desses e dos demais alunos, levando em consideração a pluralidade das manifestações intelectuais. A aprendizagem, além disso, é imprevisível; por isso, não cabem as rotulações e categorizações para distinguir um educando do outro por sua capacidade intelectual. O professor precisa considerar que cada um é um ser em constante “vir a ser” e que precisa de liberdade para produzir livremente o conhecimento, no nível em que for capaz de assimilar um tema ou assunto de aula.
O primeiro ponto para se entender a aprendizagem é ter clareza de que todo aluno é capaz de aprender. No entanto, cada um o faz dentro de seu próprio tempo e por caminhos diferentes.
Dessa forma, o objetivo do ensino não é perseguir a igualdade de levar todos a chegarem a um nível de desenvolvimento padrão. Por mais que se tenha sido imposta a idéia de que as turmas devem ser homogêneas, o que as move é a heterogeneidade, a multiplicidade e a complexidade. É pela inclusão escolar que podemos criar, dentro de nossas escolas, um ambiente múltiplo e complexo e é com essa realidade que precisamos saber lidar.
A educação é a oportunidade dos sujeitos se emanciparem intelectualmente, quando há espaço para a dúvida e a construção do conhecimento. Dessa forma, garantir o acesso a este não é garantir a igualdade diante de um conhecimento que não desafia que não coloca a dúvida como mola propulsora para se conhecer. Não é o conhecimento que emancipa, mas a forma como lidamos com ele e como o construímos.
A escola pode servir a uma ciência morta que faça com que seus sujeitos sejam classificados em capazes e incapazes, ou a uma ciência que nos ensine sobre as diferenças humanas e nos faça entender os diferentes modos de aprender.
A aprendizagem sugere dúvidas, acertos, erros, avanços, descobertas. Suas fases não são lineares e constituem processos coletivos e ou individuais; daí a importância do grupo e da colaboração entre os alunos da turma. Quando o conhecimento está imerso em uma rede de significações, efetivamente se aprende, seja em grupo, seja individualmente.
O advento da inclusão, então, faz emergir a multiplicidade e a complexidade do mundo e do interior de nossas escolas, que impedem que os alunos continuem a memorizar e a repetir, sem significado, aquilo que o conhecimento universal e hegemônico lhes impõe.
(Rosângela Machado- mestre em educação)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

LIÇÃO DE CASA PARA OS PAIS

A volta às aulas traz a tona uma das questões mais incômodas para pais de estudantes em todos os níveis de ensino: como ajudar a despertar nos filhos a curiosidade intelectual e fazê-los cultivar o apreço pelo estudo? Para tarefa tão complexa, não existe uma fórmula mágica que, aplicada à risca pela família, resultará num aluno exemplar. A excelência, afinal, é produto de muitas variáveis, tais como o talento individual e os estímulos providos pela própria escola – e não apenas de um ambiente favorável ao aprendizado em casa. O que já se sabe, no entanto, é que a participação dos pais é fundamental, se não decisiva, para um bom rendimento escolar. “Nem um outro fator tem tanto impacto para o progresso de um aluno quanto a interferência adequada da família. E isso se faz sentir, positivamente, por toda a vida adulta”, diz o economista Naércio Menezes, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) e autor de um recente trabalho sobre o assunto no Brasil. O conjunto de medidas que surtem resultado, uma vez adotadas com persistência em casa, chama atenção pela simplicidade. Apenas incentivar o filho a fazer a lição de casa e a ir à escola todos os dias, providenciar um lugar tranquilo onde ele possa estudar e comparecer às reuniões de pais tem o efeito de elevar as notas em torno de 15%, segundo a pesquisa do Insper.
As boas práticas que se originam desse e de outros estudos não fogem muito do que sugere o senso comum. Tome–se o exemplo da lição de casa. Muitos pais se angustiam porque não têm a menor idéia de como responder as dúvidas de matemática ou física. Mesmo quando dominam um assunto, ficam na dúvida: até que ponto prestar ajuda quando são requisitados? Na verdade, tudo o que é necessário é incentivar uma leitura mais atenta do enunciado, indicar fontes de pesquisa ou estimular uma nova reflexão sobre o problema. Jamais dar a resposta certa, procedimento cuja repetição está associada à queda no rendimento do aluno. “Participação exagerada só atrapalha. A independência nos alunos deve ser cultivada, e não tolhida”, diz Maria Inês Fini, doutora em educação. Os especialistas concordam que não cabe aos pais agir como professores em casa – confusão comum, e sem nenhum reflexo positivo. O que sempre ajuda, aí sim, é demonstrar, desde cedo e de forma bem concreta, quanto se valoriza a educação, essa talvez a maior contribuição da família. Daí a relevância de montar uma biblioteca em casa ou de manter o hábito de conversar com os filhos sobre o que se passa na escola. De acordo com uma recente compilação de 29 estudos sobre o tema, esse tipo de ambiente se traduz numa série de indicadores positivos, como mais vontade de ir à aula, um comportamento melhor na escola e expectativas mais elevadas sobre o futuro.
Curiosidade: Cada ano a mais de estudo significa um salário 15% maior na idade adulta. (Fonte: Centro de Políticas Sociais da FGV)
Por Monica Weinberg e Marana Borges.(Revista Veja)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

JANEIRO2010

Ofereceremos no período de férias os programas abaixo relacionados, além, é claro dos cursos habituais (www.sandratomio.com.br):

- OFICINA DO RACIOCÍNIO

Objetivos: revisar conteúdos pouco assimilados, mas fundamentais para a série a ser cursada em 2010; aquisição de pre-requisitos nas disciplinas matemática, português, física, química; iniciar o ano letivo com outras perspectivas e motivações.

Público alvo: alunos de ensino fundamental e médio com dificuldades de aprendizagem e/ou defasagem de conteúdos.

Este trabalho poderá ser realizado em pequenos grupos (até 4 alunos) ou individualmente, dependendo do grau de dificuldade do aluno.



-OFICINA DA COMUNICAÇÃO

Objetivos: estimular a linguagem e desenvolver habilidades fonológicas; incentivar a leitura.

Público alvo: crianças cursando até o quinto ano. Grupos com no máximo 4 alunos, mesma faixa etária.



- REDAÇÃO CRIATIVA

Arquitetura e alicerces: definindo as bases da Redação Criativa. A percepção e resolução de bloqueios. Recuperação da autoestima e do autoconceito positivo. Uma questão de ritmo: música e poesia para soltar o texto. Mapa mental. Repertório. Técnicas que ampliam a percepção do real. Elementos coesivos: um sistema de sinalização textual. Aspectos determinantes da coerência: semânticos, sintáticos e estilísticos. Da construção ao acabamento: a essência do texto e do escritor.







Professor(es):
Pablo Pereira
Alencar Schueroff


(www.cursopersona.com.br)

Neste ano iniciaremos os encontros com nossa fonoaudióloga e com a psicóloga, que nos presta assessoria, para professores e coordenadores interessados em aprimorar e ampliar suas práticas na perspectiva da educação inclusiva. 3360-3237 / 9955-8745

OBJETIVOS ATITUDINAIS DO CEST

Os alunos deverão:
1- Participar das atividades com interesse e cooperação;
2- Verbalizar suas idéias;
3- Analisar vantagens e desvantagens de diferentes procedimentos de resolução;
4- Saber lidar com erros;
5- Registrar cálculos de forma organizada;
6- Comportar-se adequadamente no grupo (aulas em conjunto)
7- Ser persistente na procura de respostas;
8- Ter interesse por novas informações;
9- Obedecer às regras pré estabelecidas;
10- Concentrar-se durante as atividades;
11- Ouvir com atenção colegas e professor (aulas em grupo);
12- Analisar os “dois lados da moeda”, evitando-se uma conclusão precipitada, radical e até mesmo preconceituosa.